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| 21/04/2009 |
Verde Vida...

A vida corre lá fora e não me pede respostas... Não me pergunta se concordo, aprovo, reprovo, odeio, amo, bendigo, amaldiçoo... Talvez hoje ela não queira absolutamente nada de mim. Quase não me olha e suas roupas ofuscam a visão.
Também não quero pensar muito. A suave brisa que entra pela janela do quarto me traz a paz necessária para hoje, para este minuto.
As folhas das minhas plantas arfando na janela trazem a sensação do vazio bom que preciso, descontido de dimensão.
Esta flor da fotografia do post não está na minha janela. Ela é apenas a mais leve expressão de que os dias de chuva podem ser bons e leves, doces e surpreendentes. A Vida é uma grande tela onde precisamos pintar todas as cores, dores e amores.
Escrito por Érica Neiva às 22h01
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| 16/04/2009 |
Vozes de um baú...

Sobressalto, surpresas... Vozes escondidas e guardadas podem ecoar a qualquer momento de um baú multicor. Parece estranho perceber o quanto o passado pode sussurar uma música familiar...
Perco-me entre a passividade e a sensação de que a vida é uma imensa colcha de retalhos, mas nem por isso deixa de ser apenas uma única vida. Por mais que guardemos pensamentos e sentimentos em vários compartimentos do baú, um dia o vendaval vai lançá-lo contra o mar e todas as sensações irão se misturar. Tudo será uma grande confusão... Sei que o susto inicial vai acabar passando... As coisas vão seguir seu curso... Talvez o eco da música antiga continue a ecoar por toda uma vida...
Escrito por Érica Neiva às 23h23
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| 04/04/2009 |
 Trilhas despercorridas....
A palavra é quase muda, meio cega... é a redenção que espero nos meus dias de conflito e inércia. O som do teclado deixa o meu coração menos angustiado, mais aberto ao imprevisível, ao enigmático...
Conduzo a minha vida como quem acorda de pesadelos recorrentes. A cabeça pesada teima em sustentar um corpo que se contorce em movimentos leves, inaudíveis... Como se pensar fosse um detalhe dispensável e o sentir tomasse forma de estradas, caminhos, becos, ruelas, agraciando-me com vidas emprestadas que não necessitam de desfechos para se sentirem plenas.
Quero pontes ao longo do caminho, quero céus largos para transitar despretensiosamente... Desejo atingir o pensamento mais longínquo, remoto, um olhar inebriado de dúvidas, incertezas, desalentos...
E a minha plenitude será apenas uma farsa, uma meia verdade, uma mentira a buscar a brevidade das coisas.
Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Érica Neiva às 11h55
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| 24/11/2008 |
Doce lembrança...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-red/red-lanterns-evans.html
Não deixei o seu vulto partir...
Vivo os meus dias, mas você, muitas vezes, chega sorrateiramente. Quando me dou conta as cenas vividas e recriadas pelo tempo e pela imaginação vêm à tona.
Gosto de me lembrar de você simplesmente pelo fato de saber que algo bom aconteceu.
Estou aqui envelhecendo, e não posso compartilhar as sensações estranhas e surreais que batem à minha janela. Agora mesmo passou um homem catando os restos do lixo da coleta que fica em frente ao meu apartamento. Até que ponto a solidão dele se assemelha à minha?
É Luzia... Você partiu e eu estou aqui... Às vezes tão boba e triste; outras, determinada e sonhadora...
Em muitos instantes, preciso me transportar à tua fazenda e te imaginar ao meu lado! Tão doce, forte e triste... Uma parte de mim não pelo sangue, mas por um sentimento que a morte não destrói.
Continuo a remexer nas nossas lembranças. Sempre clamando que você me envie fagulhas de luzes, resquícios de paz...
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 00h16
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| 06/11/2008 |
Enquanto o vento chega levemente...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/burmese-boy-bathing.html
Quero sair por aí nesta madrugada nublada, chuvosa e vazia... Quero saber o que se faz com um sentimento tão intenso e profundo.
Como situações corriqueiras podem ser tão densas que parecem não caber em si mesmas! Como ainda quero viver centenas de anos para sentir que tudo pode ser tão simples, que o nosso coração pode vislumbrar histórias possíveis.
Tudo está tão próximo e parece tão encantador que tenho a sensação de que, a qualquer momento, perderei todos os sentidos e exalarei apenas pequenas fagulhas da luz que realmente necessita existir.
Contenho-me num infinito que segue o vento a tomar a face mais remota e inesperada. As folhas murmuram por um tempo que sorri sem muitas certezas ou pretensões.
Quero apenas seguir sem pensar... Acreditar que a emoção imperfeita pode me visitar por um ínfimo segundo.
Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 01h01
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| 29/10/2008 |
Coisas sem nexo...
 http://environment.nationalgeographic.com/environment/photos/coral-reefs/gorgoniancoral.html
As curvas de um caminho...
Céu de matiz rósea e nuvens pesadas.
Às vezes as coisas podem ser mesmo contraditórias...
O instante de certezas é mudo
A vida segue sua própria trilha
Uma estrada de cores
Coração ofegante
Cabeça tonta
Olhos sonolentos...
Acordarei num dia quase novo
O olhar talvez não toque o Sol...
Deixemos o amanhã para depois...
Meus pensamentos não precisam ter significado algum.
As elucubrações dissolvem-se nos passos leves e insensatos.
Buscas?
Buscas
.................<<<<<<>>>>>>>>>>>>>
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 23h07
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| 20/10/2008 |
Um instante mudo...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/reflections-sunset-taylor.html
Há dias em que buscamos alguma resposta, ou pelo menos uma frase exata ou salvadora.
Andamos... Olhamos para o céu, ruas, pessoas, carros... Mas, nada virá.
Certos dias existem para não ser compreendidos.
A noite já chegou e não quero pensar muito.
Apenas sentir que há várias VIDAS...
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 19h35
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| 15/10/2008 |
A janela além dos meus olhos...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-red/red-lipstick-1026303.html
A inquietude atravessa todos os obstáculos possíveis. Possui forma, cor, cheiro... E a nítida certeza de que a vida é o retrato do incerto, é a perseguição pelo impossível. Talvez isso seja o choque que nos eletriza e, ao mesmo tempo, deixa-nos perplexos diante do que seria VIVER...
Os conceitos, preceitos, definições transformam-se em NADA, no VAZIO que alimenta a minha irracionalidade, no despropósito que me leva a seguir...
Nem feliz nem triste... APENAS...
A noite aos poucos toma o cenário em frente a minha janela... Talvez no ponto de ônibus próximo, as pessoas busquem ver algo além de um simples letreiro que indique os sues destinos de volta pra casa. Talvez seus olhos queiram enxergar respostas que nunca virão.
O céu de Brasília escurece. Sinto falta dos que estão longe...
Serei uma eterna "metamorfose ambulante"...
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 18h25
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| 08/10/2008 |
Sorrio de mim... Esvai-se o que penso saber
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/climbers-ertale-volcano-peter.html
As mãos comprimem-se, tocam o rosto, olham no espelho... Vêem algo mutante, disforme, distante... Enxergam uma Vida que tem a dinâmica de tantas outas vidas... São problemas, tristezas, desventuras, vazios, imprecisões...
O corpo e o espírito formam-se com todas as Coisas. Não dá pra definir a essência de que é feita o meu Coração. Mas, adoro o Mistério. Desafia-me o Segredo de olhos inquietos e distantes. Provoca-me um corpo que caminha sem nenhuma direção pré-determinada. Gosto daquilo que ainda não É.
Amo o que soa Estranho...
E assim não tenho Nome, Endereço, Documentos... A Felicidade impregna um Ser que não sabe Quem é...
E agora o Vento chego tímido... Vejo o verde das plantas na janela. O meu sorriso é quase um olho semi aberto, ciente da aberrante contradição que Sou... ...........................................................................................
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 23h42
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| 11/09/2008 |
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 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/child-sacrifice-stenzel.html
Quero sentir a última luz do Sol no meu rosto. Busco pedaços de um arco-íris... As minhas palavras tolas não conseguem completar a frase que se segue. Realmente apenas quero me lançar na incompletude do Mundo.
Sou um astronômico vazio a refletir sobre uma grandiosidade estranha... A Vida é o mistério sobre o qual me debruço. Ela traz-me a meteórica e infundada Felicidade que paira num Céu costurado por estrelas tão familiares.
Apenas sou um vulto... Uma sombra que vaga em ruas, estradas, casas...
Dou mais um passo e tenho a sensação de que o minuto que passou me leva a uma plenitude imperfeita...
Quero apenas a imagem de um pássaro que simplesmente VIVE...
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 00h18
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| 22/08/2008 |
Olhos buscam raios de SOL...
 http://science.nationalgeographic.com/science/photos/desert-plant/planttumbleweed.html
Os dias, às vezes, aparecem assim:
Sem nome, sigla ou endereço...
Olhamos pra trás e está o Sol a nos tocar
Na esperança de esvair o frio
Que impregna o coração.
Nestes momentos, qualquer pergunta parece vã
Qualquer tentativa de racionalizar conjecturas e devaneios
É uma afronta ao deixar-se SER sem perspectiva alguma,
Ao sentir o SOL como presente inquestionável
Sem cobranças ou lamentos.
E assim um novo dia já bateu à porta...
A paisagem seca, o céu de um azul silencioso...
Os carros passam ao longe.
Fica a impressão de que o tempo é implacável
E a saudade é uma dor com a qual temos que conviver.
Meus fragmentados pensamentos passeiam
E tentam buscar pedaços das minhas origens dissolvidas
Por estradas, avenidas e horizontes...
Talvez apenas o CÉU seja meu companheiro constante e fiel.
Categoria: Quero ser apenas SOL
Escrito por Érica Neiva às 01h09
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| 30/07/2008 |
Rabiscos perdidos...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/shadow-boy-kendrick.html
Quero perdidamente encontrar a minha salvação vazia...
Recrio-me constantemente. É como se quisesse me riscar, apagar-me... Reescrever nas minhas entranhas Palavras que anestesiem o coração E façam aquietar a alma.
Pergunto-me em que momento Despertarei para minha outra vida...
Que vida seria capaz de camuflar A imensa dor que trago comigo, Que deixa o vazio como incógnita?
Quero ser menos egoísta E sair um pouco de mim...
Esquecer-me é o mesmo Que tentar curar-me...
O meu mal sorri, Apenas quer se mostrar.
Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 00h21
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| 24/07/2008 |
Apenas...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/matador-bull-motion-allard.html
E a vida corre...
Ela não tem pena
Não tem dó...
Pode também não ter cor.
E ainda assim divago sobre a essência que não consigo transpor...
Palavra opaca,
Letras distantes
E a angústia tão próxima...
Mergulho no meu universo
Sou a mesma com uma nova roupagem...
Meu cheiro exala a desesperança dos aflitos.
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 21h43
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| 25/06/2008 |
Estrada de terra e sol
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/sandstone-pedestal_pod_image.html
Transitar por uma página vazia...
Quero despejar palavras que libertem a minha cabeça insone da sensação de trilhar uma estrada vazia sob um sol escaldante e lindamente azul. O caminho está repleto de uma terra seca e fina. Meus olhos se perdem na profundidade de um horizonte inalcançável.
Lá estou eu apenas com a cabeça a reluzir na vã tentativa de captar a materialização de um inominável sentimento.
Prossigo paralisada pela inócua perplexidade de que os meus pés se entrelaçam nas rachaduras do chão. Nessa despretensiosa união, meu corpo é aos poucos sugada pela essência da natureza.
A mente mais calma avista um pôr de sol etéreo, como se a vida se transformasse numa Luz capaz de transpor espaço e tempo.
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 12h16
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| 23/06/2008 |
O grito das palavras
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/lone-mangrove_pod_image.html
Minha cabeça confusa e pesada deseja fazer uma descoberta milagrosa. Os olhos cansados e insones denunciam o desejo de percorrer um universo latente de emoções.
Os cacos e resquícios das histórias precisam ser ditos, escritos, expelidos de alguma forma...
Inquieto-me absorta no nada; detida em elucubrações... São lembranças fragmentadas, sentimentos partidos e esquecidos pelo tempo, na iminência de vir à tona.
Talvez o medo de começar seja o maior problema. A ebulição de toda uma vida está prestes a ser lançada em palavras imprecisas e desconexas. E nesse descompasso entre a minha razão ilógica e o meu desejo premente, as coisas confundem-se e a nebulosidade toma minhas idéias.
Não consigo tocar a falsa profundidade da minha alma...
Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 12h08
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