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| 25/06/2008 |
Estrada de terra e sol
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/sandstone-pedestal_pod_image.html
Transitar por uma página vazia...
Quero despejar palavras que libertem a minha cabeça insone da sensação de trilhar uma estrada vazia sob um sol escaldante e lindamente azul. O caminho está repleto de uma terra seca e fina. Meus olhos se perdem na profundidade de um horizonte inalcançável.
Lá estou eu apenas com a cabeça a reluzir na vã tentativa de captar a materialização de um inominável sentimento.
Prossigo paralisada pela inócua perplexidade de que os meus pés se entrelaçam nas rachaduras do chão. Nessa despretensiosa união, meu corpo é aos poucos sugada pela essência da natureza.
A mente mais calma avista um pôr de sol etéreo, como se a vida se transformasse numa Luz capaz de transpor espaço e tempo.
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 12h16
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| 23/06/2008 |
O grito das palavras
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/lone-mangrove_pod_image.html
Minha cabeça confusa e pesada deseja fazer uma descoberta milagrosa. Os olhos cansados e insones denunciam o desejo de percorrer um universo latente de emoções.
Os cacos e resquícios das histórias precisam ser ditos, escritos, expelidos de alguma forma...
Inquieto-me absorta no nada; detida em elucubrações... São lembranças fragmentadas, sentimentos partidos e esquecidos pelo tempo, na iminência de vir à tona.
Talvez o medo de começar seja o maior problema. A ebulição de toda uma vida está prestes a ser lançada em palavras imprecisas e desconexas. E nesse descompasso entre a minha razão ilógica e o meu desejo premente, as coisas confundem-se e a nebulosidade toma minhas idéias.
Não consigo tocar a falsa profundidade da minha alma...
Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 12h08
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| 17/06/2008 |
Fragmentos
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/lake-toba_pod_image.html
Tentei pegar um pedaço de céu...
Romper os limites do tempo.
Penso...
Tudo se perde num infindo horizonte...
Reflito mais um pouco
O TUDO é um quase NADA.
A vida perde-se em momentos que se foram
A mão deixa escapar o que passou
E não consegue alcançar o instante próximo
O momento é apenas um pensamento curto
O relógio do tempo bate por uma esperança que se evapora
Pouco a pouco
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 21h57
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| 29/05/2008 |
Escondo-me num CÉU quase perfeito...
 http://photography.nationalgeographic.com/photography/enlarge/climber-silhouette-photography.html
Quero preencher uma lacuna que não tem fim...
Nada que faça vai minimizar o silêncio e a ansiedade que carrego. Mostro-me na vã tentativa de uma salvação que não virá... Alimento-me da ilusão de que as minhas inócuas palavras possam tocar o coração de alguém... Alguém que não precisa ter um documento de identificação, ou mesmo um trabalho ou moradia fixos. Esse alguém precisa apenas SONHAR, suspirar e ser tocado pelas coisas mais simples e singelas que a vida oferece.
Na verdade, eu desejo apenas um pedaço de CÉU... Como queria que porções de céus fossem loteadas e a mim coubesse uma pequenina parte.
Sabe... Quando caminho do ponto de ônibus para o meu trabalho recebo um céu estonteantemente azul na minha cabeça. Às vezes me falta o fôlego e tento sugar toda a energia mágica que ele emana. Naquele breve instante, pareço perder-me e quero apenas me sentir tomada por um sentimento irracional e fugaz...
Logo depois desço as escadas que me levam ao meu ganha pão, mas sei que, no dia seguinte me embriagarei de CÉU...
A minha vida é quase uma noite mal dormida...
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 01h02
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| 21/05/2008 |
Tempo! Tempo? Tempo...
 http://www.nationalgeographic.com/traveler/photos/portugal0805/portugal_gallery7.html
Os dias passaram como a própria vida passa... É, sim. A vida pode prosseguir sem filosofias ou encantos. Contudo é também tão certo que os devaneios e sonhos nos transportam ao longe, leva-nos a um universo talvez irreal, mas que na nossa cabeça se faz tão nítido e possível.
O cotidiano muitas vezes é cru e descolorido, podendo tornar-se pesado e disforme. Porém, chega um dia em que o SOL atravessa o dia e se prolonga por toda a noite. Então, a vida nos mostra uma série de possibilidades, um amontoado de flores a brotar de um terreno árido e seco.
Assim, num momento quase meteórico, tudo parece fazer sentido. Provavelmente, toda lógica ou racionalidade desmoronam e nos deparamos com um outro SER no espelho. É um SER quase novo que tenta enxergar a vida como um bem precioso e único...
Os passos deixados no caminho traduzem a calma e tranqüilidade daqueles que acreditam que o tempo é a solução para muitos embates...
O tempo torna as coisas plenas e completas. É um antídoto, um tranqüilizante que acalma e sereniza o espírito; um amuleto que nos faz recordar a mais remota e singela lembrança; um bando de pássaros que segue rumo a um lugar indeterminado.
É talvez uma arma preciosa que nos faz sentir que tudo é mutável e flexível.
Assim, sigo...
Seguem sonhos
Vida segue...
...Dias... dias...
Escrito por Érica Neiva às 00h14
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| 13/05/2008 |
A vida nossa de cada dia...

Embora esteja me habituando a esta nova vida, as coisas ainda são meio estranhas, soam um pouco desconexas... Parece que não caibo nelas, ou as mesmas não conseguem me vestir com exatidão ou presteza.
Mas quem disse que preciso de exatidão ou presteza para sobreviver? Às vezes, faço uso de algumas palavras que, provavelmente, não são despejadas por acaso; apesar de soarem estranhas ou imensamente significativas, ecoam, muitas vezes, piegas ou monótonas.
Bem... Comprei um computador, mas é extremamente irritante posicionar minhas mãos sobre o móvel para escrever. Fica o tempo todo mexendo e tenho a impressão que o meu desequilíbrio toma proporções maiores que o imaginável. Talvez isso tudo sejam desculpas pouco inteligentes para retomar o contato com o mundo confuso dos meus pensamentos.
Na verdade, senti muita falta de escrever no BLOG. Isso se deu por alguns motivos, desde a mudança de cidade, estado... até a falta de computador em casa. Talvez tudo sejam apenas justificativas tolas, contudo, não posso negar que minha vida passou por mudanças deveras interessantes.
Caso interessante seja um termo incerto ou impreciso ou, ainda, pouco criativo, diria que um REDEMOINHO passou e me deixou mais VIVA do que nunca; talvez também com mais dúvidas, incertezas e inquietações. Entretanto, como nada é perfeito, considero que os DESCAMINHOS são tão eficazes quanto a previsibilidade; talvez sejam até capazes de nos trazer uma lucidez incomum, uma espécie de ante visão desnecessária que produz um sorriso bobo capaz de traduzir a leveza da vida...
Deixando as delongas de lado... Sei que posso não ser tão boa nisto, mas vamos lá – espero retomar os meus escritos no Blog. Exteriorizar um pouco dos meus conflitos, da minha estanhes e perplexidade diante da VIDA.
Sei que sou um Bicho meio complexo, porém, em certos momentos meu encantamento com o MUNDO chega a ser enigmático e extremamente infantil. Carrego a magia dos que possuem uma crença inexata na humanidade. A cada dia surpreendo-me mais com o ser humano. Ao lado de descabidas atrocidades, este é capaz de gestos puros e nobres...
...
Às vezes me emudeço mesmo... Calo-me como se a fala nunca tivesse habitado os meus lábios. Pareço uma borboleta maravilhada com a possibilidade de não proferir palavra alguma. Em outros instantes, porém, falo tanto que acabo maculando a santidade do som (rsrs... rs)...
Assim SOU, tão ou mais imperfeita do que pretendia ser...
Algumas vezes quero noites tão longas, para que acordada me ponha a escrever sobre as intranqüilidades que me atormentam. É como se quisesse parar o tempo para divagar infinitamente...
No entanto, confesso que, em outros instantes, preciso resguardar-me. É como se quisesse uma certa distância das palavras, esperando que o TEMPO me dê as respostas que, certamente, não terei de maneira brusca ou forçada...
Escrito por Érica Neiva às 19h09
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| 13/12/2007 |
P A L A V R A S.......................

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/digital-photography-tips/dew-outline-spiderweb-photography.html
Não sei como falar da palavra que martela a minha cabeça como um eco... Como uma mistura de sons, cores, texturas... SENTIMENTOS.
Hoje peguei um ônibus, ao voltar do trabalho, e senti-me totalmente estranha... Como se um novo sentido aflorasse. Como se minha capacidade de percepção das coisas sofresse um acréscimo. Uma sensação de mergulhar intensamente nos mistérios que muitas vezes não podem ser ditos.
São sentimentos abstraídos do rosto cansado de um trabalhador que cochila no ônibus a caminho de casa. De um jovem que conversa com o colega ao lado de maneira empolgante, demonstrando experimentar o processo de descoberta do mundo...
É olhar para um cobrador mal humorado e pensar nos mais torpes ou sérios motivos que o levam a se portar daquela forma...
Observar o motorista que passa no carro ao lado, ouvindo uma música numa intensidade ensurdecedora. Como se quisesse fugir de algo...
Quanta pretensão dessa mísera narradora! Talvez ela mesma esteja buscando um novo território. Um novo espaço para falar de histórias, ou mesmo para permitir a mudez necessária...
Quero apenas penetrar no universo de coisas a serem contadas, exteriorizadas... É o desejo de ter uma intimidade tão pura e brusca com o mundo das abstrações,levando-me à exaustão de um anseio impossível de ser preenchido...
Talvez esteja a dizer bobagens... Não sei se vocês compreendem um pouco do meu quase desabafo...
Mas isso me trouxe uma inquietude mágica, porque não dizer MILAGROSA.
O milagre pode ser um redemoinho a fazer voltas e a me deixar mais próxima da VIDA... E a vida pode ser falar de MIM... Pode ser OUSAR falar do OUTRO. Falar o que penso saber, ou não...
Minha compreensão pode ser pretensiosa, vã, vaga, imprecisa, audaciosa.
Nossa... Minha compreensão pode ser extremamente BOBA, mas é Ela que me satisfaz. É Ela que me deixa quase próxima do inimaginável, do indizível... É Ela que traz RAZÃO para o dia-a-dia de uma pessoa comum, uma pessoa como qualquer outra...
Uma pessoa com SONHOS, com pensamentos que vêm como um turbilhão; mas também com um silêncio que beira o SAGRADO, que devora qualquer vestígio de corações que queiram se mostrar...
Não sei se queria dizer exatamente ISSO...
Mas sinto que meu coração se prepara para um mundo de PALAVRAS que sorriem. Elas sorriem tão timidamente que me fazem ficar ainda mais apaixonada...
Um dia serei somente a sombra dessas palavras. E nesse dia talvez conquistarei a mais SACRA das imperfeições.
(Dedico este texto a Camy)
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 22h51
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| 02/11/2007 |
Leves pegadas do ontem...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/charter-seal-krakow.html
Há um tempo que não pode voltar...
Há histórias que ficaram atrás... É impossível revivê-las. Não dá mais para experimentar momentos que passaram...
Não se pode voltar...
Há a eterna dúvida de como seria a vida se tivéssemos experimentado histórias que foram interrompidas. Sabe... Nem sei se, de fato, foram interrompidas. Talvez tiveram os desdobramentos possíveis naquele instante...
Acho que, às vezes, o saudosismo nos invade e ficamos a procurar RESPOSTAS para o que não pôde continuar EXISTINDO. Isso causa uma fisgada de DOR. Um pedaço de sofrimento nos envolve e a vida fica com uma eterna interrogação.
Sei que amanhã, ao acordar, essas dúvidas tomarão outros caminhos... E minha VIDA seguirá os passos costumeiros.
Num dia indefinido, pode ser que a DOR volte a me fisgar. Mas, é impossível prever a cor, forma ou cheiro do SAUDOSISMO de um momento ainda inexistente.
Apenas sei que agora a curiosidade me invade. Posso vislumbrar infinitas possibilidades para uma HISTÓRIA. Mas, esta história há muito se foi... Ficou apenas a vaga sensação de tentar escalar um muro escorregadio.
Vivi o ápice de instantes inesquecíveis, porém, aos poucos fui deslizando e, no final, a queda foi abrupta a ponto de me deixar sem chão; de sentir que o horizonte seria apenas uma distante lembrança...
No entanto... Os anos passaram... Escalei tantos outros muros e levei tantas outras quedas. Contudo estou suficientemente VIVA para SENTIR que o mundo é uma corda bamba” onde, às vezes, nos equilibramos; outras, agimos precipitadamente e, há ainda aquelas em que sentimos medo de prosseguir.
Apesar de tudo, a maioria de nós segue EM FRENTE. Caímos e nos levantamos, apesar das feridas e cicatrizes que marcam, sobretudo, NOSSA ALMA.
Talvez isso tudo nos faça SENTIR A VIDA como um lindo LABIRINTO, com coloridas flores a nos recepcionar...
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 16h15
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| 24/10/2007 |
Vida se mostra aos poucos...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/tenere-desert-paraglider.html
Hoje acordei com uma saudade libertadora,
Uma saudade que surge ao longe...
É translúcida, mágica, multicor...
Quero seguir a luminosidade preguiçosa que
Aos poucos, ultrapassa a janela.
Quero olhar para um céu límpido
Sem compromisso com profundas reflexões
Ou pensamentos maduros.
Hoje apenas a leveza me basta.
Desejo apenas avistar o meu olhar despretensioso
No espelho,
Sentir a maciez da minha pele a indicar-me
Caminhos possíveis,
Estradas repletas de LUZ e PAZ.
Hoje o meu passo é leve,
Não tenho pressa de chegar...
Apenas pegadas quase transparentes
Que se dissolvem
Ao toque da brisa lentamente singela...
NADA É TÃO URGENTE
Vivo e sinto um coração rarefeito,
Sentimentos tranqüilos e serenos...
A vida trouxe alguns presentes
E a cada dia sou agraciada com singelas surpresas.
Palavras me cantam,
Olhares me recebem,
Mãos oferecem...
E VIVO...
Não tenho muitas ilusões...
Apenas sou tocada pela profundidade
Das pequenas coisas,
Dos tímidos sorrisos,
Das faces sonolentas,
Das experiências quase infantis...
VIVO...
Futuro incerto.
Fagulhas de amor
Sopram perto
Chegam e talvez decidam ficar.
Prossigo levemente...
Sorrio dos meus devaneios
Das minhas pequenas bobagens
Das minhas histórias trágico-cômicas...
Continuo...
Chego a uma estranha terra...
Começo a encantar-me com o que desconheço,
Com o que nunca sonhei viver...
Meu sorriso bobo corre estradas
Quero apenas deixar-me SER...
Não tenho muitas coisas,
Além das minhas palavras
E da capacidade de, às vezes,
Apaixonar-me pelo mundo.
Como disse outrora
SOU camaleônica.
Apenas quero o silêncio da música
Que me faz sair de órbita.
VIDA...
... VIDA
... VIDA...
Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 18h17
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| 20/10/2007 |
Vida que se transforma...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/palm-trees-stars.html
Não sei de que cor é a rua
Não sei onde se esconde a lua...
Talvez não saiba de tantas coisas
Vejo o mundo apenas por uma fresta...
Tudo é amplo, inexato
É estranho e intrigante observarmos a vida...
Vejo o sol avermelhado pondo-se
E meus tumultuados pensamentos perdem-se no NADA...
Vagam um pouco perdidos
Sabem das incertezas e surpresas que o amanhã nos traz
Ancoro num porto ainda oscilante,
Mas que aos poucos toma forma
Adquire textura, cor e sentimentos
Amanhã preciso acordar muito cedo
Durmo um longo e contínuo sono
E quando percebo o despertador toca
Não dá nem para dormir mais cinco minutos
Levanto e num gesto quase militar
Ponho-me a executar as pequenas ações de mais um dia...
Sorrio e saio pela rua ainda um pouco escura.
Ao entrar no ônibus, tento fechar os olhos
Para cochilar mais um pouco.
Mas, a vida me chama...
Do lado de fora, pessoas atuam
No cenário de uma suposta existência
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 20h10
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| 12/10/2007 |
Pingos de chuva... Dias que esperam...

http://www.montedospinheirinhos.com/diary/wp-content/uploads/2007/02/Chuva.jpg
Os dias têm sido quentes e secos. O céu daqui é acinzentado... Olho e não consigo distinguir as nuvens do azul profundo, que costuma compor o firmamento de outras terras. Fica tudo misturado...
O sol aparece como um elemento meio solto... Parece que faz parte do cenário por acaso, destoa tal qual um estrangeiro a observar desconhecidos rostos, olhares vacilantes que correm em busca...
Não consigo compreender porquê temos tanta pressa e repetimos essa ação continuamente; e o pior, vivemos toda uma existência dando passadas largas sem nos questionarmos, onde a estrada que trilhamos, irá nos levar...
Aqui caminho por ruas desconhecidas, avenidas largas, retas e imensas. Ando como se estivesse num sonho a tatear uma saída, uma porta que me leve para um lugar tranqüilo e me faça respirar aliviada...
Agora uma brisa levemente fresca entra pela janela. Escuto o barulho das folhas das árvores que, assim como eu, anseiam por uma tórrida chuva que nos banhem inteiramente. Uma chuva intensa que preencha cada lacuna de saudade e solidão...
Que os pingos tragam vida pra esse céu cinza... Que possam fazer o verde brotar e revitalizar tudo que está árido e seco.
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 19h33
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| 02/10/2007 |
FRAGMENTOS DE ALGUNS DIAS...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/nile-sailing-aswan.html
Saudações a todos,
Passei uns tempos sem escrever no BLOG por exclusiva falta de tempo...
Os dias foram um pouco conturbados, ou melhor, meus momentos foram povoados por situações atípicas...
Migrei para outra cidade...
Aqui os dias são diferentes...
O céu é meio acinzentado... Às vezes, procuro um azul vivo e expressivo, ao olhar em direção ao horizonte, mas apenas uma cor pálida surge além da visão.
O pôr-do-sol tem uma beleza estranha...
Meus dias têm o gosto de quase nada; carregam a impressão de uma quase vida...
Vago um pouco insegura, com vontade de acertar.
Tudo soa estranho...
Durmo em outra cama...
Vejo um outro SOL.
Enxergo desconhecidos rostos que se detêm no vazio de suas reminiscências.
Quase não vejo sorrisos... Dificilmente, presencio mãos dispostas a ajudar.
Os olhos não se tocam...
Corpos próximo-distantes parecem esquivar-se de um contato mais fraterno.
Meu olhar atento perde-se lá fora...
Meu medo busca LIBERTAÇÃO. Quer pulsar LIVREMENTE...
Minha vida muda de cor... Minha pele descasca e, em seu lugar, uma nova surge.
A casa não é a mesma. Já morei em tantos lugares... Avistei diferentes horizontes. Mas, meu coração é quase igual. Talvez não... Apenas minha essência parece conservar-se.
Hoje acho que não precisamos de muito para sermos felizes. Devemos gozar a simplicidade dos momentos e nos perdermos num pedaço de SOL que repousa tão próximo...
Fica sempre fragmentos de LUZ...
Os fantasmas transformar-se-ão em flores coloridas, banhadas por um céu dourado e tranqüilo.
MEUS MEDOS SERÃO FLORES...
Minha vida, mais leve...
E meus sonhos serão acordes de uma linda e familiar canção.
Escrito por Érica Neiva às 16h27
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| 09/09/2007 |
Gélido frio...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=16&month=9&year=03
Mudas conversas
Trancados corações.
O vento estremece um corpo,
Deixa-o à deriva.
Folhas secas
Incertos passos
Desconexos.
Preso viver
Atrelado a um tempestuoso passado.
Temerosa
Frígida aparência.
Cadeia de sentimentos
Cela de segredos
Presídio do coração.
As luzes apagam-se.
Caminha a solidão
Sob um escuro céu.
Tristeza
Mal amada lua
Tédio das estrelas.
A estrada
Nada fala.
Absortos pedestres
Distantes
Doentios
Nada dizem.
A estrada
É apenas um caminho
Leva a lugar algum.
Moradores
Discreto recolhimento
Mórbidos olhares
Duros.
São vidas.
Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 16h27
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| 04/09/2007 |
Libertar a alma num vôo imprevisível...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=30&month=8&year=07
Mulher boba
Num incompreensível mundo.
Vida emprestada
Segue o compasso de um coração à corda.
Por ela passou um sonho...
Tenta juntar pedaços de antagônicas reminiscências
Colcha de retalhos.
Estranho universo cercado por diferentes pessoas.
Efêmera alegria
Afrontador medo
Inseparável e atroz solidão
Uma sanguinária companheira.
Inexpressivas reflexões em sonhos
Que seguem além do horizonte
Muito longe
Talvez num inalcançável planeta...
São ruínas
Destroços espalhados pelo chão
Um dormente quebra-cabeça
Doloroso deveras
Sem sentido...
Fim.
Libertar-se da limitada prisão
Da persistente tristeza.
Abrir asas e sair
Longe voar...
Sem relembrar o passado
Ou olhar para trás.
Esquecer-se do acoplado fantasma.
Um CAMINHO.
Uma OPÇÃO.
Um TEMPO.
Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 10h05
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| 31/08/2007 |
Respostas ao longe...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=28&month=7&year=03
Hoje acordei com menos certezas do que nunca... Tomei um pouco do Sol que chegou, timidamente, e senti uma fisgada de dor ao pensar nas dúvidas impregnadas em mim... Não parei para refletir profundamente. Seria muito exigir isso agora. Somente fui tomada pela sensação do não-saber...
À deriva percorro estradas que não têm um destino exato... Olho o horizonte em busca de soluções... Fecho os olhos e deixo que o vento me conduza para alguma direção. Mas, ao abri-los, só tenho um horizonte que me lança questionamentos que não posso responder...
Meu olhar se perde, no final do dia, ao ver o Sol despedir-se sem nenhuma esperança que possa consolar-me...
Caminho mais um pouco e vejo surgir a primeira estrela... Seu brilho me faz lembrar de tantos outros astros que já admirei em diversos momentos. A luminosidade de hoje, porém, é turva e confusa... Não consegue me guiar a lugar algum...
Chego em casa e, ao abrir o portão de entrada, sinto um dor um pouco mais latente...
A minha vida, neste instante, é um quebra-cabeça que não consigo montar. Não sei onde está o começo de tudo...
Sento-me e ponho a mão direita sobre o queixo, como se estivesse a contemplar o que se faz incompreensível...
Tudo mudou em volta...
Suspiro e tomo um copo com água... Olho para minhas mãos e percebo que elas não são mais tão jovens. Contudo, gosto de admirá-las num gesto que exprime a convicção de se ter apenas o próprio corpo.
A cabeça necessita de um travesseiro e os pensamentos desejam somente um sono tranqüilo...
Meus olhos cansados aos poucos se fecham... Posso enxergar o meu mundo de pernas para o ar cedendo espaço a uma nova vida que precisa nascer...
Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 10h23
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