Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

23/11/2009

 
 

Restam-me as MARCAS...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/barley-new-zealand-pod.html

Outro dia estava na dermatologista e havia duas senhoras na minha frente conversando. Como quem nada queria, acabei prestando atenção no diálogo por alguns motivos. Elas falavam sobre plásticas no rosto, botox, e outras técnicas modernas de tratamentos que possibilitam retirar ou diminuir as MARCAS da face.

Sabe... Não tenho nada contra tratamentos estéticos, desde que a pessoa realmente queira aquilo de verdade, com o objetivo de satisfazer a si mesma. Infelizmente, muitas estão PRESAS às convenções sociais e indústria do consumo que “endeusam” e propagam a juventude do corpo acima de tudo.

O que me deixou intrigada foi ouvir e refletir posteriormente sobre a expressão “RETIRAR AS MARCAS”. Embora eu tenha 31 anos e não tenha atingido a essência da maturidade trazida pelo tempo, fiquei um pouco perplexa e desapontada...

Quando falamos em MARCAS, lembramos de fatos, momentos e histórias MARCANTES. Claro que não são apenas recordações positivas, uma vez que a vida é uma COLCHA DE RETALHOS e nela diferentes coisas podem acontecer contribuindo para nosso crescimento, mesmo que o amadurecimento seja por meio da DOR.

Achei estranho o fato de aquelas senhoras quererem retirar suas MARCAS por meio de cirurgias estéticas. É como se estivessem retirando também parte dos momentos que MARCARAM suas vidas. Obviamente sei que este é um procedimento externo e que o interior daquelas mulheres pode continuar INTACTO mesmo após 50 cirurgias. Mas me chocou o fato de ser tão natural e comum tornar PSEUDO-INVISÍVEIS AS MARCAS QUE O CORAÇÃO NUNCA ESCONDERÁ, MESMO QUE TENTEMOS CAMUFLÁ-LAS...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 23h16
[] [envie esta mensagem] []


17/11/2009

 
 

Doces e familiares SONHOS...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-green/green-bicycle-guariglia.html

Gosto de comer Sonhos... Tiro um pouco do açúcar da sua superfície e saboreio a imagem de uma infância, no interior da Bahia, há mais de 20 anos...

Lá na minha cidade chamávamos uma pequena mercearia de “venda”. Assim dizia-se:

- Menina, vá comprar pães e sonhos para o café na “venda” da esquina.

Calçava as sandálias e ia buscar os maravilhosos Sonhos. Sonhos simples sem nenhuma sofisticação, além da massa frita passada no açúcar. Naquela época não tirava o excesso de açúcar (rsrsrs...), muito pelo contrário, quanto mais doce mais adorava saboreá-lo.

O primeiro dono da venda era conhecido com “Seu Nilo”, um senhor baixinho, calvo, muito solícito e amável. Após sua morte, um rapaz mais jovem chamado Miguel assumiu o negócio. Ainda continuei por um bom tempo comprando Sonhos naquele lugar.

Hoje Miguel tem um supermercado de porte médio na mesma cidade e eu não mais vivo lá...

A “vendinha” do Sr. Nilo não mais existe e não mais perambulo pelas saudosas ruas da minha infância e adolescência, exceto em SONHOS, pensamentos e devaneios...


Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 23h19
[] [envie esta mensagem] []


15/11/2009

 
 

UM OLHAR SEMPRE PRESENTE...

Sempre adorei olhar por cima dos telhados... Buscar uma vida que está além de mim.

Quando era criança ficava por longos períodos, deitada no chão da sala da minha casa, perseguindo  vestígios de horizontes deixados pelo Céu...

Hoje o tempo passou, mas ainda adoro ver o Céu de várias formas - por cima das portas e janelas, na sua amplitude a se perder de vista, na sua claridade e escuridão, na sua forma de oferecer e recolher as vidas que passeiam pelo planeta...

O Céu é uma divindade que me faz sentir o BEM e o MAL... Sou um pouco de cada uma dessas forças. Sou a imperfeição buscando uma perfeição que nunca vem. Sou uma essência a refletir minha incompletude.

Na verdade, sempre quis ser uma nuvem que povoa o Céu ousando ser LIVRE, voando pelos espaços despretensiosa e vazia... Vazia-Cheia de Amor e Dor... Suspiro pela incompreensão que me faz sentir plena, caótica, absorta...

- Céu! Anseio por você a toda instante que ouço a respiração e coração dizendo que a vida é uma grande brincadeira e uma louca tragédia...

SIGO RASTROS DE NUVENS... OLHO-ME NO AZUL QUE SE PERDE...


Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 19h06
[] [envie esta mensagem] []


13/11/2009

 
 

Lágrimas que trazem a paz...

 

Há o trecho de uma música da Marina Lima que diz: "às vezes eu quero chorar, mas o dia nasce e eu esqueço..."

Hoje não pude nem tampouco consegui conter minhas lágrimas. Não quis camuflar ou engolir a minha dor...

É impressionante o quanto é difícil para as pessoas falarem o que pensam. Os que tentam ultrapassar essa barreira são mal vistos, censurados...

Talvez dizer a verdade e ser honesto consigo mesmo e com os outros não é tão "politicamente correto" quanto sustentar mentiras, hipocrisas e convenções... A sinceridade é uma afronta contra os que preferem criar uma redoma a enfrentar a realidade criticamente.

Tenho que aprender a não sofrer com tudo isso... Tenho que aprender que o universo de "verdades e mentiras" sustentam vidas inventadas que querem, ou acham mais cômodo, distanciarem-se das mazelas e complicações do mundo.

Apesar de sofrer com tudo isso, não vou mudar o meu jeito de SER e agir para fazer parte de um mundo que não é meu, para pertencer aos clãs da conveniência e hipocrisia.

SOU ASSIM... ACREDITO APESAR DE TUDO... FALO APESAR DAS CENSURAS SILENCIOSAS... BRINCO APESAR DOS MEDOS E CORRENTES... SOU COMO TANTOS QUE NÃO QUEREM PERDER A ESSÊNCIA DOS SENTIMENTOS....


Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 17h55
[] [envie esta mensagem] []


05/11/2009

 
 

Dias distantes...

Há algum tempo não escrevo por aqui... Minhas palavras parecem intransponíveis, talvez estagnadas num lugar desconhecido. Às vezes tento gritar, achá-las, mas o esforço parece inútil.

No post anterior recebi um comentário muito gentil da Ana Maria perguntando se eu não tinha escrito mais... Na verdade, Ana, parece que os meus pensamentos estão estéreis. Sinto a angústia de quem precisa ultrapassar o próprio mundo, mas a janela encontra-se fechada.

Quem sabe o ensaio destas palavras me faça transpor a sombra perplexa do meu corpo nos finais de tarde...

Obrigada pelo comentário Ana, pela voz que soou amiga e carinhosa num momento em que as minhas palavras são quase mudas. Mas, como o tempo é o vento que toca o meu rosto e me faz sentir viva, se ainda houver algo em mim para ser dito, cedo ou tarde irá ecoar como uma música leve e suave, ou quem sabe turva e mórbida...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 23h10
[] [envie esta mensagem] []


28/07/2009

 
 

Tempo, Tempo... Tempo

 

Qual seria a face escolhida?
Que rosto representa melhor o sonho perdido, a vida passando além?
Tudo é apenas um telhado visto do último andar de um apartamento...
Telhas lavadas pela chuva, banhadas pelo sol, tocadas pelo vento, alcançadas pela poeira.

Nada é mais enigmático que o tempo...

O céu é apenas um consolo que aperta o peito e leva os pensamentos a lugar nenhum.

E a vida segue...

As esquinas se abrem e passo despercebida do mundo.

Sigo a ladeira de um tempo que não mais existe...

 


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 22h16
[] [envie esta mensagem] []


25/07/2009

Simples...


Foto da exposição Amor e Solidariedade - Retrospectiva de Abelardo da Hora

Era quase uma mulher feliz...
Quase uma folha que ao vento titubeava, duvidando da própria existência.
Um pedaço de papel em branco vivendo a quarentena da falta de palavras.

No fundo apenas uma mulher buscando SER,
Desejando a esperança dos dias vazios,
Os sonhos dos momentos inusitados.

O silêncio apenas a força da voz latente
Que deixa o coração se divertir no blanço da VIDA.

Além desse universo, existem outros tantos...
Olhares mudos, gestos doces e gentis.

Quero apenas acordar e sentir que outros mundos ficaram em mim.


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 00h28
[] [envie esta mensagem] []


21/04/2009

Verde Vida...

A vida corre lá fora e não me pede respostas... Não me pergunta se concordo, aprovo, reprovo, odeio, amo, bendigo, amaldiçoo... Talvez hoje ela não queira absolutamente nada de mim. Quase não me olha e suas roupas ofuscam a visão.

Também não quero pensar muito. A suave brisa que entra pela janela do quarto me traz a paz necessária para hoje, para este minuto.

As folhas das minhas
plantas arfando na janela trazem a sensação do vazio bom que preciso, descontido de dimensão.

Esta flor da fotografia do post não está na minha janela. Ela é apenas a mais leve expressão de que os dias de chuva podem ser bons e leves, doces e surpreendentes. A Vida é uma grande tela onde precisamos pintar todas as cores, dores e amores.


Escrito por Érica Neiva às 22h01
[] [envie esta mensagem] []


17/04/2009

Vozes de um baú...

Sobressalto, surpresas... Vozes escondidas e guardadas podem ecoar a qualquer momento de um baú multicor. Parece estranho perceber o quanto o passado pode sussurar uma música familiar...

Perco-me entre a passividade e a sensação de que a vida é uma imensa colcha de retalhos, mas nem por isso deixa de ser apenas uma única vida. Por mais que guardemos pensamentos e sentimentos em vários compartimentos do baú, um dia o vendaval vai lançá-lo contra o mar e todas as sensações irão se misturar. Tudo será uma grande confusão...

Sei que o susto inicial vai acabar passando... As coisas vão seguir seu curso... Talvez o eco da música antiga continue a ecoar por toda uma vida...


Escrito por Érica Neiva às 23h23
[] [envie esta mensagem] []


04/04/2009


 Trilhas despercorridas....

A palavra é quase muda, meio cega... é a redenção que espero nos meus dias de conflito e inércia. O som do teclado deixa o meu coração menos angustiado, mais aberto ao imprevisível, ao enigmático...

Conduzo a minha vida como quem acorda de pesadelos recorrentes. A cabeça pesada teima em sustentar um corpo que se contorce em movimentos leves, inaudíveis... Como se pensar fosse um detalhe dispensável e o sentir tomasse forma de estradas, caminhos, becos, ruelas, agraciando-me com vidas emprestadas que não necessitam de desfechos para se sentirem plenas.

Quero pontes ao longo do caminho, quero céus largos para transitar despretensiosamente... Desejo atingir o pensamento mais longínquo, remoto, um olhar inebriado de dúvidas, incertezas, desalentos...

E a minha plenitude será apenas uma farsa, uma meia verdade, uma mentira a buscar a brevidade das coisas.


Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Érica Neiva às 11h55
[] [envie esta mensagem] []


25/11/2008

Doce lembrança...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-red/red-lanterns-evans.html

Não deixei o seu vulto partir...

Vivo os meus dias, mas você, muitas vezes, chega sorrateiramente. Quando me dou conta as cenas vividas e recriadas pelo tempo e pela imaginação vêm à tona.

Gosto de me lembrar de você simplesmente pelo fato de saber que algo bom aconteceu.

Estou aqui envelhecendo, e não posso compartilhar as sensações estranhas e surreais que batem à minha janela. Agora mesmo passou um homem catando os restos do lixo da coleta que fica em frente ao meu apartamento. Até que ponto a solidão dele se assemelha à minha?

É Luzia... Você partiu e eu estou aqui... Às vezes tão boba e triste; outras, determinada e sonhadora...

Em muitos instantes, preciso me transportar à tua fazenda e te imaginar ao meu lado! Tão doce, forte e triste... Uma parte de mim não pelo sangue, mas por um sentimento que a morte não destrói.

Continuo a remexer nas nossas lembranças. Sempre clamando que você me envie fagulhas de luzes, resquícios de paz...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 00h16
[] [envie esta mensagem] []


06/11/2008

Enquanto o vento chega levemente...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/burmese-boy-bathing.html

Quero sair por aí nesta madrugada nublada, chuvosa e vazia... Quero saber o que se faz com um sentimento tão intenso e profundo.

Como situações corriqueiras podem ser tão densas que parecem não caber em si mesmas! Como ainda quero viver centenas de anos para sentir que tudo pode ser tão simples, que o nosso coração pode vislumbrar histórias possíveis.
 

Tudo está tão próximo e parece tão encantador que tenho a sensação de que, a qualquer momento, perderei todos os sentidos e exalarei apenas pequenas fagulhas da luz que realmente necessita existir.

Contenho-me num infinito que segue o vento a tomar a face mais remota e inesperada. As folhas murmuram por um tempo que sorri sem muitas certezas ou pretensões.

 

Quero apenas seguir sem pensar... Acreditar que a emoção imperfeita pode me visitar por um ínfimo segundo.

 


Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 01h01
[] [envie esta mensagem] []


29/10/2008

Coisas sem nexo...


http://environment.nationalgeographic.com/environment/photos/coral-reefs/gorgoniancoral.html

As curvas de um caminho...

Céu de matiz rósea e nuvens pesadas.

Às vezes as coisas podem ser mesmo contraditórias...

O instante de certezas é mudo

A vida segue sua própria trilha

Uma estrada de cores

Coração ofegante

Cabeça tonta

Olhos sonolentos...

Acordarei num dia quase novo

O olhar talvez não toque o Sol...

Deixemos o amanhã para depois...

Meus pensamentos não precisam ter significado algum.

As elucubrações dissolvem-se nos passos leves e insensatos.

Buscas?

Buscas

.................<<<<<<>>>>>>>>>>>>>


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 23h07
[] [envie esta mensagem] []


20/10/2008

Um instante mudo...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/reflections-sunset-taylor.html

Há dias em que buscamos alguma resposta, ou pelo menos uma frase exata ou salvadora.

Andamos... Olhamos para o céu, ruas, pessoas, carros... Mas, nada virá.

Certos dias existem para não ser compreendidos.

A noite já chegou e não quero pensar muito.

Apenas sentir que há várias VIDAS...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 19h35
[] [envie esta mensagem] []


15/10/2008

A janela além dos meus olhos...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-red/red-lipstick-1026303.html

A inquietude atravessa todos os obstáculos possíveis. Possui forma, cor, cheiro... E a nítida certeza de que a vida é o retrato do incerto, é a perseguição pelo impossível. Talvez isso seja o choque que nos eletriza e, ao mesmo tempo, deixa-nos perplexos diante do que seria VIVER...

Os conceitos, preceitos, definições transformam-se em NADA, no VAZIO que alimenta a minha irracionalidade, no despropósito que me leva a seguir...

Nem feliz nem triste... APENAS...

A noite aos poucos toma o cenário em frente a minha janela... Talvez no ponto de ônibus próximo, as pessoas busquem ver algo além de um simples letreiro que indique os sues destinos de volta pra casa. Talvez seus olhos queiram enxergar respostas que nunca virão.

O céu de Brasília escurece. Sinto falta dos que estão longe...

Serei uma eterna "metamorfose ambulante"...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 18h25
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   
BRASIL, Nordeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Cinema e vídeo


Histórico
    Categorias
      Todas as mensagens
      Objeto de Desejo
      Vida além de mim
      Um coração quase tranquilo
      Quero ser apenas SOL
      Boca amarga; olhos cansados
      Conflitos..Estranhas descobertas



    OUTROS SITES
        National Geographic
      Devaneio Sentimental
      Delírios das Borboletas
      Arte e Cultura
      Campeando
      Pulsar Poético
      Literatura e afins
      Sonnen (Poesias)
      Intelecta-Dicas
      Ensaios e Ventanias
      SERENADE
       Mineirotauro
      Diário de um pensamento
      Blog do Paulinho Damascena
      Coletânea Artesanal
      a textura desse abismo chamado consciência


    VOTAÇÃO
        Dê uma nota para meu blog




    <