Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

30/05/2007

Busco uma cura sem rosto...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=19&month=4&year=07

Não sei escrever uma história... Por vezes penso que isso traria a minha perseguida salvação...

 

PALAVRAS... Talvez essas fossem capazes de desvendar além das insanidades ou subterfúgios.

 

A escrita poderia vir como um redentor e tranqüilo sono. Há quanto tempo anseio por um descanso apaziguador que me traga apenas simples SONHOS... Sem pesadelos, labirintos, perseguições ou toda sorte de aflições e angústias...

 

Talvez seja muito pedir por um sono sereno. Talvez esteja a implorar por algo que nunca será meu... É um sonho quase impossível, senão fosse pelo forte desejo que tenho da paz tomar o meu espírito.

 

Luto contra um eu quase desfalecido que me tortura e procura na escrita um antídoto, quiçá um paliativo...

 

Apenas preciso de algo que me dê a esperança de uma vida emprestada. Mas, de nada adianta. Uma vida emprestada pode soar falso. Seria um fingimento, onde a mim caberia somente o papel de algoz.

 

Não suportaria o peso da culpa... Não iria tolerar olhares sobressaltados a me condenar...

 

Não posso purificar o sangue que corre em mim. Nem o nascer de novo permitiria me livrar dos fantasmas, vultos, rostos, expressões...

 

A minha cura é mais uma vez protelada. Torna-se indiferente e tardia...

 

Meus olhos apenas se fecham na leve esperança de contemplar um sono tranqüilo...


Categoria: Boca amarga; olhos cansados
Escrito por Érica Neiva às 14h26
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25/05/2007

LABIRINTO... Ocultas respostas

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=07&month=5&year=07

A vida passa por uma invisível parede; um inexistente buraco que toca uma passagem presente nos meus sonhos... Labirintos onde me perco; onde espero encontrar um antídoto salvador... Uma cura milagrosa...

 

Busco respostas que talvez não surjam jamais... O labirinto no qual me encontro é enorme, confuso e perturbador... Tento vencer um medo ensurdecedor. Ultrapasso obstáculos muito íntimos, intensamente profundos e interrogadores...

 

Às vezes, minhas emoções vêm como uma leve brisa, uma sobriedade quase insana... Surpreendente sentir-me tão lúcida, tão imensamente centrada no NADA... Uma sensação pacífico-nostálgica... Quase uma mistura de serenidade e histeria...

 

Quase uma garantia de que as tempestades chegarão ao fim, de que as ventanias cessarão e, de repente, uma satisfação quase boba poderá invadir-me; poderá falar por meio da minha boca mudo-presunçosa...

 

A vida escolhe caminhos que estão além de compreensões... Ultrapassam os nossos pseudodesejos...

 

Vivo num labirinto quase feliz.


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 10h56
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18/05/2007

Um MILAGRE para acalentar nossos corações...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=08&month=2&year=06

Um MILAGRE...

No fundo, acho que a maioria de nós, seres humanos, busca um Milagre...

Queremos um Milagre nas nossas vidas diárias... Que afaste de nós a tão voraz e intensa violência... Que nos traga de volta a crença na humanidade. Fazendo reluzir em nossas faces o brilho de uma inocência ofuscada pela maldade, egoísmo e intolerância que tomam nossos corações.

 

Desejamos um MILAGRE salvador de nações que sofrem pela guerra, fome, pobreza extrema, desigualdades sociais...

 

Um Milagre que possa redimir nações ricas, autoridades poderosas, uma sociedade consumista ao extremo, onde a banalização da violência e a coisificação do ser humano tornaram-se práticas rotineiras; elementos presentes no nosso cotidiano.

 

Um Milagre que nos permita caminhar livremente em dias de sol e em noites de lua cheia... Queremos ser banhados pelas estrelas numa noite alta...

 

O Milagre da certeza de voltarmos vivos para o nosso lar, depois de um longo e exausto dia de trabalho...

 

Queremos um Milagre que nos faça enxergar a nossa vida e a do nosso próximo como um bem infinitamente valoroso... Como uma dádiva concedida por uma Força Suprema. Uma vida que se aperfeiçoe e evolua a cada dia.

 

Clamamos por um MILAGRE que nos dê as asas de uma gaivota; o desprendimento de um peregrino; o amor de uma mãe que sabe que o filho foi feito para a vida, para um Universo onde escreverá a sua própria história.


Categoria: Quero ser apenas SOL
Escrito por Érica Neiva às 17h27
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09/05/2007

Um estranho Universo surge em mim...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=17&month=4&year=07

O lápis percorre um desconhecido Universo... Um Mundo que descobri há pouco. Desde então, Ele grita-me constantemente; seu chamado é quase um imperativo, uma maneira de dizer que uma nova existência surge em mim.

 

Uma vida, antes inimaginável, clama e chama-me na janela. Convida-me a passeios, trilhas, caminhadas... E mostra-me que o meu pensamento mais profundo não vem à tona como algo exatamente compreensível. Não chega como uma coisa lógica ou palpável. Manifesta-se como um lúdico e inesperado visitante...

 

Um visitante intrínseco em mim. Tão profundamente misturado às minhas mais íntimas emoções, que me causa um certo medo. Um torpor me invade e é despejado num papel ou numa tela.

 

Este inominável sentimento quer sair, pairar além da minha alma recôndita e discreta... Vir à tona depois de uma cansativa e tumultuada viagem...

 

Chega, lentamente, mas, às vezes é brusco e voluntarioso... É um pássaro; um infinito mar... Um errante e incompreensível mistério... Vai além do que se considera moderação ou sanidade...

 

Percorre uma vida que se revela aos poucos, distante de opressoras verdades e sufocantes regras... Quer apenas deixar-se

... SER...

SENTIR...


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 13h30
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06/05/2007

O mistério de uma manhã quase bela...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=20&month=8&year=02

(1ª parte)

O dia amanheceu nublado.

Uma leve garoa despeja seus pingos quase inexistentes

Quase mudos...

Olho através da minha janela

Como uma tentativa de buscar inspiração para escrever

Buscar um nexo para meus pensamentos escassos

E distantes da minha cabeça sonolenta e estranha...

 

Os pingos semelhantes a uma longínqua fumaça

Continuam a cair...

Continuam a mostrar um mundo

Que paira muito além da minha compreensão...

Além de qualquer entendimento

Que eu possa um dia adquirir.

 

O vento forte acentua a minha mudez

Faz do meu olhar um receptor passivo e absorto

Do cenário que surge diante da minha janela... (continuação logo abaixo)


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 16h07
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(2ª parte)

A cabeça um pouco pesada só consegue vislumbrar os objetos

Que estão à frente, sem nenhuma rima

Ou composição atraente.

 

Não existe uma resposta reveladora

Ou uma afirmação capaz de mudar o mundo ora fosco,

Ora desconhecido, ora esperançoso de uma verdade

Que se desdobra num labirinto...

Incapaz de uma surpreendente revelação...

 

... Um som quase imperceptível mergulha-me

Num silêncio que se confunde com um zunido...

Zunido que não consegue transpor-me,

Não atravessa um coração mergulhado no Nada...

 

Vontade de falar sobre a minha estranhes diante da vida

... Sobre o não-pensamento diante das coisas...

Sobre um contemplar quase isento, quase alheio

... Quase BELO.


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 14h54
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04/05/2007

... Sentir... A vida paira além de uma aparente lógica...


http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=02&month=3&year=07


Falo de umas coisas que finjo saber. É um fingimento que a minha alma sente como verdadeiro. Dando-me a impressão de que o Sentir não se quantifica ou racionaliza. O Sentir, ora vem como um delicado beija-flor, pousa em nossa alma de forma suave e despretensiosa. Ora vem como um animal selvagem e indomado, toma-nos de supetão; deixa-nos sem fôlego, sem capacidade de formularmos uma explicação lógica.



Esse pensamento talvez nos leve a pensar sobre situações cotidianas. Como, por exemplo, aquela velha história sobre as causas que levaram fulana(o) a se apaixonar por beltrano(a). Estas razões, em certas circunstâncias, são difíceis de compreendermos. Como se não houvesse uma explicação concreta para isto acontecer...



Na verdade, as causas de uma paixão podem ultrapassar os muros da nossa inteligibilidade. Talvez o inconsciente exerça um grande papel nestes casos. Mas, independentemente das motivações, razões ou causas... Os sentimentos nos mostram ao mundo, ou na melhor das hipóteses, nos põem em contato com nossa profunda intimidade.



Às vezes, não conseguimos dominar essas emoções. Sabemos que elas estão ali numa intensa tentativa de se manifestarem. É como se quisessem reivindicar o seu espaço...



Viver e Sentir andam juntos...



Que os nossos demônios venham à tona e possam se transformar numa leve lembrança de que na Vida há um tempo para cada coisa...


Escrito por Érica Neiva às 14h45
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02/05/2007

Um céu revelador de díspares lembranças...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=22&month=4&year=07

Uma noite alta... O vento constante não consegue apagar o brilho de estrelas que povoam um mutável céu... Ora límpido, ora turvo, ora consolador dos problemas da alma...

 

Um céu que diz tantas coisas; faz-nos sentir emoções desconhecidas, antagônicas, díspares... É como se toda a nossa vida, neste momento, pudesse ser vista no firmamento. É como se a mais longínqua estrela estivesse a exibir um filme com as nossas pretéritas histórias... Mostrando-nos fatos há muito esquecidos... Pedaços de vida que julgávamos enterrados... Situações das quais não queríamos jamais lembrar.

 

As recordações atravessam nosso peito com tal intensidade que o filme visto parece vivo o bastante para nos provocar DORES, ALEGRIAS, TRISTEZAS, CULPAS, PRAZERES... Os lampejos autobiográficos deixam a mente cansada e reflexiva...

 

A vida se refaz a cada cena exibida; a cada sorriso contagiante; a cada desalentadora tristeza... É como se a minha vida se desprendesse de mim; como se ela adquirisse um novo coração; como se lhe fossem dadas pernas, braços, cabeça, enfim, como se uma alma inédita transmitisse vitalidade a um outro corpo...

 

Assim duas vidas fundem-se em apenas uma – Uma, da qual estou impregnada, da qual não consigo me libertar. Outra, idealizada e amadurecida nos sonhos... Esta última quer deixar transparecer que os limites são impostos por nós mesmos; que a magia e dinâmica do Universo ultrapassam os nossos mundos particulares... Que o AMOR e a TOLERÂNCIA superam as diferenças econômicas, culturais, sociais, religiosas, políticas...

 

Além de tudo isso, a vida sorri sorrateiramente, sem muitas pretensões ou certezas. Apenas uma leve lembrança de que não somos bons ou maus... Somos seres dotados de um vazio que talvez jamais se preencha...


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 08h22
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