Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

29/06/2007

Simplesmente não-pensar...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=26&month=6&year=07

Há dias que tudo parece uma confusão

Ou melhor, uma incerteza, um não-querer...

As afirmações, os postulados que

Julgamos perfeitos ou viáveis caem por terra.

Talvez seja ideal o não-pensar, o não-raciocinar

Deixar tudo pra lá

E esquecer se as coisas têm, ou não, um sentido.

A necessidade de um significado constante para vida

Às vezes se transforma num transtorno,

Pois, na verdade, tudo é tão transitório

E rápido.

Parece que o tédio me tomou nessa noite.

O imperativo da reflexão

Atraído pela não-obrigatoriedade.

Vejo-me com tantas letras que parecem absurdas

Ou torpes...

Mas, infelizmente, não me cerco apenas do que gosto

Além disso, existem tantas outras coisas...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 13h39
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20/06/2007

                              No balançar de um leve vento...

                          

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=16&month=1&year=02

A minha estranhes trouxe uma tranquilidade boa, uma felicidade amena... Daquelas que não têm um motivo lógico para nascer; não encontra uma razão exata para se refletir. Apenas sentir-se...

 

Somente deixar-se levar como se estivesse num balanço que vai e vem, orquestrado por um pacífico vento que sacode levemente as folhas das árvores. Um vento macio, quase degustável... Que parece também emanar do meu próprio corpo.

 

Sim! O vento atravessa meus poros e deixa-se conduzir pela simples função de tocar a natureza no seu entorno. E ser igualmente atingido pelo leve tilintar das folhas caídas no chão...

 

O meu vento é tranqüilo e, aos poucos, desloca-se para diferentes horizontes. Deseja o contato com outras árvores, com outra terra... Alcançará rostos jamais vistos, olhos nunca dantes observados...

 

E esse balançar me conduz tão naturalmente que a minha estranhes se torna quase familiar e adormece lentamente embalada por uma música longínqua. Um som doce inebria o meu espírito, deixando-o leve e desligado de qualquer problema ou preocupação.

 

É bom sentir que tenho várias almas. Uma serena, outra melancólica, uma quase feliz e outra INDEFINIDA... Talvez seja apenas um ser mutante, camaleônico... Talvez queria apenas experimentar a vida tão profundamente a ponto de cair absorta na sua singela simplicidade. Deixar-me guiar por um libertário balançar que pouco a pouco deixa o chão na tentativa de tocar lindas nuvens...


Categoria: Quero ser apenas SOL
Escrito por Érica Neiva às 19h10
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13/06/2007

O sonho esvai-se numa inexistente descoberta...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=06&month=6&year=07

O dia hoje está frio... Um frio contido na falta de coordenação dos meus pensamentos. Sinto um sono... Não sei se causado pelo chá de maracujá que tomei ou uma forma de fechar os olhos para aquietar os trôpegos pensamentos que parecem borboletear sem uma direção ou sentido exatos.

Pensamentos que surgem como uma leve lembrança do desconhecido sonho da noite anterior... Às vezes os meus sonhos parecem possuir uma vida própria. Ao acordar, sinto que desejam se prolongar, tentando alcançar com seus longos tentáculos o dia que nasce.

Outras vezes, não me recordo com precisão dos sonhos vivenciados. É como se me transmitissem inomináveis sentimentos, um tanto indescritíveis... Sou acometida por uma mistura de sonolência e tranqüilidade. Uma estranha paz toma-me aos poucos, deixando o meu coração suscetível a uma serenidade boa. Assim estou agora...

Preenche-me um êxtase de certezas não ditas, de afirmações não contadas... Quero apenas falar do não-acontecimento, do inacabado, de algo que nunca virá a SER...

É um vazio que se completa por não ser alegre, triste, indiferente ou eufórico. É o vazio de um olhar que se compadece; por ser despretensioso paira além de aparentes verdades... Vive consciente da sua pequenez e miséria.

Mas agora nada disso importa...

Revelações e descobertas deixam-se entrelaçar pelo não-ensinamento...

O NÃO-SER segue ao ritmo de uma canção inusitada, quase perplexa... Quase inexistente.


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 16h41
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06/06/2007

Um vôo na busca do imperfeito...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=24&month=1&year=05

Sempre gostei de observar os beija-flores, num gesto de contemplação por tamanha beleza e desenvoltura, ao realizarem seu delicado trabalho de pousar de flor em flor.

 

Vejo também a sua ação cotidiana sob um aspecto dúbio, contraditório... A essência sugada pelo beija-flor ora sugere a sua submersão completa nas propriedades mais íntimas de uma flor. Outras vezes me parece um comportamento libertário... Um nômade a seguir seus instintos na realização dos seus desejos.

 

É como se eu quisesse traçar um paralelo entre este pássaro e o ser humano. Assim como o beija-flor se nutre da parte substancial de uma planta, nós, muitas vezes, mergulhamos de maneira intensa e incondicional sobre os nossos projetos, sejam eles profissionais, familiares, afetivos... É como se corrêssemos contra o tempo no intuito de conquistarmos objetivos que consideramos fundamentais.

 

Em outras situações, a característica inconstante do beija-flor nos remete às instabilidades emocionais e afetivas que vivenciamos. Hoje, por exemplo, podemos acreditar que o trabalho dos nossos sonhos trará todas as realizações imagináveis. Amanhã talvez percebamos que somente um bom emprego não é capaz de nos conceder a felicidade que almejamos.

 

Saímos, então, a pousar de flor em flor a procura de elementos que nos preencham por completo. Mas, confesso que dificilmente seremos saciados inteiramente. A energia que desprendemos nessa busca constante talvez seja o principal sinal a indicar que a felicidade pode ser fruto de acontecimentos previsíveis, assim como também ser resultado de inesperados caminhos, desvios inimagináveis, desconhecidas rotas...

 

A perfeição tão perseguida funde-se ao IMPERFEITO que construímos no nosso dia-a-dia...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 22h36
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