Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

24/10/2007

Vida se mostra aos poucos...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/tenere-desert-paraglider.html

Hoje acordei com uma saudade libertadora,

Uma saudade que surge ao longe...

É translúcida, mágica, multicor...

 

Quero seguir a luminosidade preguiçosa que

Aos poucos, ultrapassa a janela.

 

Quero olhar para um céu límpido

Sem compromisso com profundas reflexões

Ou pensamentos maduros.

 

Hoje apenas a leveza me basta.

Desejo apenas avistar o meu olhar despretensioso

No espelho,

Sentir a maciez da minha pele a indicar-me

Caminhos possíveis,

Estradas repletas de LUZ e PAZ.

 

Hoje o meu passo é leve,

Não tenho pressa de chegar...

Apenas pegadas quase transparentes

Que se dissolvem

Ao toque da brisa lentamente singela...

 

NADA É TÃO URGENTE

 

Vivo e sinto um coração rarefeito,

Sentimentos tranqüilos e serenos...

 

A vida trouxe alguns presentes

E a cada dia sou agraciada com singelas surpresas.

Palavras me cantam,

Olhares me recebem,

Mãos oferecem...

 

E VIVO...

 

Não tenho muitas ilusões...

Apenas sou tocada pela profundidade

Das pequenas coisas,

Dos tímidos sorrisos,

Das faces sonolentas,

Das experiências quase infantis...

 

VIVO...

 

Futuro incerto.

Fagulhas de amor

Sopram perto

Chegam e talvez decidam ficar.

Prossigo levemente...

Sorrio dos meus devaneios

Das minhas pequenas bobagens

Das minhas histórias trágico-cômicas...

 

Continuo...

 

Chego a uma estranha terra...

Começo a encantar-me com o que desconheço,

Com o que nunca sonhei viver...

 

Meu sorriso bobo corre estradas

Quero apenas deixar-me SER...

 

Não tenho muitas coisas,

Além das minhas palavras

E da capacidade de, às vezes,

Apaixonar-me pelo mundo.

 

Como disse outrora

SOU camaleônica.

 

Apenas quero o silêncio da música

Que me faz sair de órbita.

 

VIDA...

... VIDA

... VIDA...


Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 18h17
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20/10/2007

Vida que se transforma...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/palm-trees-stars.html

Não sei de que cor é a rua

Não sei onde se esconde a lua...

Talvez não saiba de tantas coisas

Vejo o mundo apenas por uma fresta...

 

Tudo é amplo, inexato

É estranho e intrigante observarmos a vida...

 

Vejo o sol avermelhado pondo-se

E meus tumultuados pensamentos perdem-se no NADA...

Vagam um pouco perdidos

Sabem das incertezas e surpresas que o amanhã nos traz

 

Ancoro num porto ainda oscilante,

Mas que aos poucos toma forma

Adquire textura, cor e sentimentos

 

Amanhã preciso acordar muito cedo

Durmo um longo e contínuo sono

E quando percebo o despertador toca

Não dá nem para dormir mais cinco minutos

 

Levanto e num gesto quase militar

Ponho-me a executar as pequenas ações de mais um dia...

Sorrio e saio pela rua ainda um pouco escura.

 

Ao entrar no ônibus, tento fechar os olhos

Para cochilar mais um pouco.

Mas, a vida me chama...

Do lado de fora, pessoas atuam

No cenário de uma suposta existência


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 20h10
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12/10/2007

Pingos de chuva... Dias que esperam...

 

http://www.montedospinheirinhos.com/diary/wp-content/uploads/2007/02/Chuva.jpg

Os dias têm sido quentes e secos. O céu daqui é acinzentado... Olho e não consigo distinguir as nuvens do azul profundo, que costuma compor o firmamento de outras terras. Fica tudo misturado...

 

O sol aparece como um elemento meio solto... Parece que faz parte do cenário por acaso, destoa tal qual um estrangeiro a observar desconhecidos rostos, olhares vacilantes que correm em busca...

 

Não consigo compreender porquê temos tanta pressa e repetimos essa ação continuamente; e o pior, vivemos toda uma existência dando passadas largas sem nos questionarmos, onde a estrada que trilhamos, irá nos levar...

 

Aqui caminho por ruas desconhecidas, avenidas largas, retas e imensas. Ando como se estivesse num sonho a tatear uma saída, uma porta que me leve para um lugar tranqüilo e me faça respirar aliviada...

 

Agora uma brisa levemente fresca entra pela janela. Escuto o barulho das folhas das árvores que, assim como eu, anseiam por uma tórrida chuva que nos banhem inteiramente. Uma chuva intensa que preencha cada lacuna de saudade e solidão...

 

Que os pingos tragam vida pra esse céu cinza... Que possam fazer o verde brotar e revitalizar tudo que está árido e seco.


Categoria: Conflitos..Estranhas descobertas
Escrito por Érica Neiva às 19h33
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02/10/2007

FRAGMENTOS DE ALGUNS DIAS...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/nile-sailing-aswan.html

Saudações a todos,

Passei uns tempos sem escrever no BLOG por exclusiva falta de tempo...

Os dias foram um pouco conturbados, ou melhor, meus momentos foram povoados por situações atípicas...

Migrei para outra cidade...

Aqui os dias são diferentes...

O céu é meio acinzentado... Às vezes, procuro um azul vivo e expressivo, ao olhar em direção ao horizonte, mas apenas uma cor pálida surge além da visão.

O pôr-do-sol tem uma beleza estranha...

 

Meus dias têm o gosto de quase nada; carregam a impressão de uma quase vida...

Vago um pouco insegura, com vontade de acertar.

Tudo soa estranho...

Durmo em outra cama...

Vejo um outro SOL.

Enxergo desconhecidos rostos que se detêm no vazio de suas reminiscências.

Quase não vejo sorrisos... Dificilmente, presencio mãos dispostas a ajudar.

Os olhos não se tocam...

Corpos próximo-distantes parecem esquivar-se de um contato mais fraterno.

Meu olhar atento perde-se lá fora...

Meu medo busca LIBERTAÇÃO. Quer pulsar LIVREMENTE...

 

Minha vida muda de cor... Minha pele descasca e, em seu lugar, uma nova surge.

A casa não é a mesma. Já morei em tantos lugares... Avistei diferentes horizontes. Mas, meu coração é quase igual. Talvez não... Apenas minha essência parece conservar-se.

Hoje acho que não precisamos de muito para sermos felizes. Devemos gozar a simplicidade dos momentos e nos perdermos num pedaço de SOL que repousa tão próximo...

Fica sempre fragmentos de LUZ...

 

Os fantasmas transformar-se-ão em flores coloridas, banhadas por um céu dourado e tranqüilo.

MEUS MEDOS SERÃO FLORES...

Minha vida, mais leve...

E meus sonhos serão acordes de uma linda e familiar canção.


Escrito por Érica Neiva às 16h27
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