Vida se mostra aos poucos...

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Hoje acordei com uma saudade libertadora,
Uma saudade que surge ao longe...
É translúcida, mágica, multicor...
Quero seguir a luminosidade preguiçosa que
Aos poucos, ultrapassa a janela.
Quero olhar para um céu límpido
Sem compromisso com profundas reflexões
Ou pensamentos maduros.
Hoje apenas a leveza me basta.
Desejo apenas avistar o meu olhar despretensioso
No espelho,
Sentir a maciez da minha pele a indicar-me
Caminhos possíveis,
Estradas repletas de LUZ e PAZ.
Hoje o meu passo é leve,
Não tenho pressa de chegar...
Apenas pegadas quase transparentes
Que se dissolvem
Ao toque da brisa lentamente singela...
NADA É TÃO URGENTE
Vivo e sinto um coração rarefeito,
Sentimentos tranqüilos e serenos...
A vida trouxe alguns presentes
E a cada dia sou agraciada com singelas surpresas.
Palavras me cantam,
Olhares me recebem,
Mãos oferecem...
E VIVO...
Não tenho muitas ilusões...
Apenas sou tocada pela profundidade
Das pequenas coisas,
Dos tímidos sorrisos,
Das faces sonolentas,
Das experiências quase infantis...
VIVO...
Futuro incerto.
Fagulhas de amor
Sopram perto
Chegam e talvez decidam ficar.
Prossigo levemente...
Sorrio dos meus devaneios
Das minhas pequenas bobagens
Das minhas histórias trágico-cômicas...
Continuo...
Chego a uma estranha terra...
Começo a encantar-me com o que desconheço,
Com o que nunca sonhei viver...
Meu sorriso bobo corre estradas
Quero apenas deixar-me SER...
Não tenho muitas coisas,
Além das minhas palavras
E da capacidade de, às vezes,
Apaixonar-me pelo mundo.
Como disse outrora
SOU camaleônica.
Apenas quero o silêncio da música
Que me faz sair de órbita.
VIDA...
... VIDA
... VIDA...

Escrito por Érica Neiva às 18h17


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