Tempo! Tempo? Tempo...
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Os dias passaram como a própria vida passa... É, sim. A vida pode prosseguir sem filosofias ou encantos. Contudo é também tão certo que os devaneios e sonhos nos transportam ao longe, leva-nos a um universo talvez irreal, mas que na nossa cabeça se faz tão nítido e possível.
O cotidiano muitas vezes é cru e descolorido, podendo tornar-se pesado e disforme. Porém, chega um dia em que o SOL atravessa o dia e se prolonga por toda a noite. Então, a vida nos mostra uma série de possibilidades, um amontoado de flores a brotar de um terreno árido e seco.
Assim, num momento quase meteórico, tudo parece fazer sentido. Provavelmente, toda lógica ou racionalidade desmoronam e nos deparamos com um outro SER no espelho. É um SER quase novo que tenta enxergar a vida como um bem precioso e único...
Os passos deixados no caminho traduzem a calma e tranqüilidade daqueles que acreditam que o tempo é a solução para muitos embates...
O tempo torna as coisas plenas e completas. É um antídoto, um tranqüilizante que acalma e sereniza o espírito; um amuleto que nos faz recordar a mais remota e singela lembrança; um bando de pássaros que segue rumo a um lugar indeterminado.
É talvez uma arma preciosa que nos faz sentir que tudo é mutável e flexível.
Assim, sigo...
Seguem sonhos
Vida segue...
...Dias... dias...
Escrito por Érica Neiva às 00h14
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A vida nossa de cada dia...

Embora esteja me habituando a esta nova vida, as coisas ainda são meio estranhas, soam um pouco desconexas... Parece que não caibo nelas, ou as mesmas não conseguem me vestir com exatidão ou presteza.
Mas quem disse que preciso de exatidão ou presteza para sobreviver? Às vezes, faço uso de algumas palavras que, provavelmente, não são despejadas por acaso; apesar de soarem estranhas ou imensamente significativas, ecoam, muitas vezes, piegas ou monótonas.
Bem... Comprei um computador, mas é extremamente irritante posicionar minhas mãos sobre o móvel para escrever. Fica o tempo todo mexendo e tenho a impressão que o meu desequilíbrio toma proporções maiores que o imaginável. Talvez isso tudo sejam desculpas pouco inteligentes para retomar o contato com o mundo confuso dos meus pensamentos.
Na verdade, senti muita falta de escrever no BLOG. Isso se deu por alguns motivos, desde a mudança de cidade, estado... até a falta de computador em casa. Talvez tudo sejam apenas justificativas tolas, contudo, não posso negar que minha vida passou por mudanças deveras interessantes.
Caso interessante seja um termo incerto ou impreciso ou, ainda, pouco criativo, diria que um REDEMOINHO passou e me deixou mais VIVA do que nunca; talvez também com mais dúvidas, incertezas e inquietações. Entretanto, como nada é perfeito, considero que os DESCAMINHOS são tão eficazes quanto a previsibilidade; talvez sejam até capazes de nos trazer uma lucidez incomum, uma espécie de ante visão desnecessária que produz um sorriso bobo capaz de traduzir a leveza da vida...
Deixando as delongas de lado... Sei que posso não ser tão boa nisto, mas vamos lá – espero retomar os meus escritos no Blog. Exteriorizar um pouco dos meus conflitos, da minha estanhes e perplexidade diante da VIDA.
Sei que sou um Bicho meio complexo, porém, em certos momentos meu encantamento com o MUNDO chega a ser enigmático e extremamente infantil. Carrego a magia dos que possuem uma crença inexata na humanidade. A cada dia surpreendo-me mais com o ser humano. Ao lado de descabidas atrocidades, este é capaz de gestos puros e nobres...
...
Às vezes me emudeço mesmo... Calo-me como se a fala nunca tivesse habitado os meus lábios. Pareço uma borboleta maravilhada com a possibilidade de não proferir palavra alguma. Em outros instantes, porém, falo tanto que acabo maculando a santidade do som (rsrs... rs)...
Assim SOU, tão ou mais imperfeita do que pretendia ser...
Algumas vezes quero noites tão longas, para que acordada me ponha a escrever sobre as intranqüilidades que me atormentam. É como se quisesse parar o tempo para divagar infinitamente...
No entanto, confesso que, em outros instantes, preciso resguardar-me. É como se quisesse uma certa distância das palavras, esperando que o TEMPO me dê as respostas que, certamente, não terei de maneira brusca ou forçada...
Escrito por Érica Neiva às 19h09
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