Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

24/11/2008

Doce lembrança...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-red/red-lanterns-evans.html

Não deixei o seu vulto partir...

Vivo os meus dias, mas você, muitas vezes, chega sorrateiramente. Quando me dou conta as cenas vividas e recriadas pelo tempo e pela imaginação vêm à tona.

Gosto de me lembrar de você simplesmente pelo fato de saber que algo bom aconteceu.

Estou aqui envelhecendo, e não posso compartilhar as sensações estranhas e surreais que batem à minha janela. Agora mesmo passou um homem catando os restos do lixo da coleta que fica em frente ao meu apartamento. Até que ponto a solidão dele se assemelha à minha?

É Luzia... Você partiu e eu estou aqui... Às vezes tão boba e triste; outras, determinada e sonhadora...

Em muitos instantes, preciso me transportar à tua fazenda e te imaginar ao meu lado! Tão doce, forte e triste... Uma parte de mim não pelo sangue, mas por um sentimento que a morte não destrói.

Continuo a remexer nas nossas lembranças. Sempre clamando que você me envie fagulhas de luzes, resquícios de paz...


Categoria: Vida além de mim
Escrito por Érica Neiva às 00h16
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06/11/2008

Enquanto o vento chega levemente...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/burmese-boy-bathing.html

Quero sair por aí nesta madrugada nublada, chuvosa e vazia... Quero saber o que se faz com um sentimento tão intenso e profundo.

Como situações corriqueiras podem ser tão densas que parecem não caber em si mesmas! Como ainda quero viver centenas de anos para sentir que tudo pode ser tão simples, que o nosso coração pode vislumbrar histórias possíveis.
 

Tudo está tão próximo e parece tão encantador que tenho a sensação de que, a qualquer momento, perderei todos os sentidos e exalarei apenas pequenas fagulhas da luz que realmente necessita existir.

Contenho-me num infinito que segue o vento a tomar a face mais remota e inesperada. As folhas murmuram por um tempo que sorri sem muitas certezas ou pretensões.

 

Quero apenas seguir sem pensar... Acreditar que a emoção imperfeita pode me visitar por um ínfimo segundo.

 


Categoria: Um coração quase tranquilo
Escrito por Érica Neiva às 01h01
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BRASIL, Nordeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Cinema e vídeo


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