Trilhas despercorridas....
A palavra é quase muda, meio cega... é a redenção que espero nos meus dias de conflito e inércia. O som do teclado deixa o meu coração menos angustiado, mais aberto ao imprevisível, ao enigmático...
Conduzo a minha vida como quem acorda de pesadelos recorrentes. A cabeça pesada teima em sustentar um corpo que se contorce em movimentos leves, inaudíveis... Como se pensar fosse um detalhe dispensável e o sentir tomasse forma de estradas, caminhos, becos, ruelas, agraciando-me com vidas emprestadas que não necessitam de desfechos para se sentirem plenas.
Quero pontes ao longo do caminho, quero céus largos para transitar despretensiosamente... Desejo atingir o pensamento mais longínquo, remoto, um olhar inebriado de dúvidas, incertezas, desalentos...
E a minha plenitude será apenas uma farsa, uma meia verdade, uma mentira a buscar a brevidade das coisas.

Escrito por Érica Neiva às 22h01
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