Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

28/03/2011

Gosto de lembrança...


http://travel.nationalgeographic.com/travel/countries/your-european-cities-photos/#/european-cities-berlin-red-shoes_30133_600x450.jpg

A mão no queixo
, o olhar não diz nada, um batom escuro cobre os lábios, pensamento vazio passeia pelos dedos...

Ao retornar do trabalho hoje, por volta das 15h, fiquei um bom tempo na estação do metrô esperando a chuva passar. Estava sem guarda-chuva e só me restava "contemplar" o pequeno rio em que se transforma a avenida.

Cansada de esperar dobrei a calça e procurei um lugar menos alagado para tentar chegar. Não teve jeito. Molhei completamente os pés na mistura de água e lama. O único medo era escorregar, mas como o percurso era curto, logo subia o elevador do prédio e abria a porta da vida que ficara congelada...

Às 18h desci para comprar ovos e leite. Resolvi fazer bolinhos de fubá. Precisava do cheiro familiar da massa fritando. Nessas horas tenho vontade de pôr minhas asas supersônicas, invadir a casa dos meus pais a mais de 700 quilômetros de distância, sentar na mesa da cozinha, tomar uma xícara de café e simplesmente deixar-me ficar...

Os bolinhos estavam uma delícia... A lembrança também.


Escrito por Érica Neiva às 22h48
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21/03/2011

O tempo lá fora, vida que escapa...


http://environment.nationalgeographic.com/environment/natural-disasters/tsunami-profile/

Coração infrutífero não alcança a compaixão trazida pela esperança ... O corpo mórbido, os olhos secos, a alma solta e sem rumo... Uma angústia mesclada de fatalidade, egoísmo disfarçado de solidão. Palavras engasgadas... Sons não ditos comprimem a cabeça, estrangulam o desejo antes de nascer.

Pensamentos inconsistentes deixam o céu ainda mais cinza, nuvens pesadas chegam muito perto... As reticências são inevitáveis, vãs certezas transformam-se num quebra-cabeça de dúvidas.

A água não consegue alimentar a garganta sedenta, o espírito mórbido e infecundo...

O presente é tudo que se tem... Minhas mãos esmagam a folha da árvore e tenta sorver o resto de vida, a morte como uma destino certo...

Talvez a chuva caía. As gotas podem trazer a imagem de uma noite tranquila, sem inquietações, simplesmente deixando-se SER.


Escrito por Érica Neiva às 17h53
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10/03/2011

Colcha tingida de sonhos...


http://travel.nationalgeographic.com/travel/countries/united-kingdom-guide/

O atalho que me leva à estação do metrô, hoje, estava alagado. Tentei pisar com bastante cuidado, mas não teve jeito. A lama respingou nos meus sapatos e um pouco de água entrou pelos poros dos calçados. Mesmo com a chuva o tempo é seco. Prova disso é que 20 minutos depois não havia resquícios de água, exceto a umidade e nevoeiro das minhas ideias. A quinta-feira pós Cinzas é uma mistura de sonolência, vazio e tédio.

Tento acomodar o guarda-chuva na mochila, no entanto, o zíper da bolsa fica semiaberto. Ponho os fones e escuto o Teatro Mágico. Os ouvidos mecânicos não despertam para as melodias. As páginas do Lobo da Estepe parecem mais atraentes. O teor complexo, confuso e denso do protagonista deixam o meu olhar sem rumo...

Sou uma colcha de retalhos numa manhã cinza em busca de matizes de esperança...

 


Escrito por Érica Neiva às 22h51
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05/03/2011

Histórias encantam, felicidade passeia...



Dia belo.

Ouvir uma voz tranquila, sentir a beleza e simplicidade de conversas que fazem tão bem.
Prosas familiares, ouvidos atentos, histórias que embalam e nos fazem acreditar nas verdadeiras amizades.
Compartilhar momentos simples, singelos... Saber que a vida se faz vagarosamente, sem pressa...

Hoje visitei amigos...

Vejo além dos muros. O meu olhar encontra-se com a esperança que alimenta vidas e une corações.


Escrito por Érica Neiva às 22h30
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04/03/2011

O Sol afasta as lembranças por um instante...

O céu e o mar... A vida e o tempo...
Tudo quase azul, o coração quase em paz.
Os pensamentos fazem voltas, um caracol no círculo que nunca para...

Meus sonhos são enigmáticos, turbulentos e sufocantes.
Os degraus da escadaria desmoronam, a esperança esvai-se lentamente.
Vou... Sigo...
As ruínas podem ser refeitas, nem tudo está perdido.

Há apenas uma leve lembrança dos sonhos.
O azul estonteante e o intenso verde
Fecham os olhos
Que sentem o sol como um anestesiante,
O antídoto de um dia quase perfeito...


Escrito por Érica Neiva às 18h49
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03/03/2011

No vai e vem do TEMPO...

Deixo as palavras de molho... Elas cutucam, penso e sinto que mais uma vez é tempo de recomeçar...
Estou de férias. Esta foto foi tirada na Praia do Madeiro, em Pipa/RN...
A água do mar nos embriaga e traz a leve sensação de naufrágio, leveza e despretensão. Apenas deixar-se ficar...
Apenas o não-ser...

Tenho algumas plantinhas no apartamento e hoje tive o prazer de mexer um pouco nelas. Mudei o alecrim para um vaso maior e fiz duas mudas de guiné. Uma será para uma grande amiga, Michele.
Quando toco na terra é como se a vida se tornasse mais próxima... É como se flashes da infância e adolescência povoassem os pensamentos de uma adulta quase feliz...


Escrito por Érica Neiva às 18h11
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