Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

Boca amarga; olhos cansados

13/11/2009

 
 

Lágrimas que trazem a paz...

 

Há o trecho de uma música da Marina Lima que diz: "às vezes eu quero chorar, mas o dia nasce e eu esqueço..."

Hoje não pude nem tampouco consegui conter minhas lágrimas. Não quis camuflar ou engolir a minha dor...

É impressionante o quanto é difícil para as pessoas falarem o que pensam. Os que tentam ultrapassar essa barreira são mal vistos, censurados...

Talvez dizer a verdade e ser honesto consigo mesmo e com os outros não é tão "politicamente correto" quanto sustentar mentiras, hipocrisas e convenções... A sinceridade é uma afronta contra os que preferem criar uma redoma a enfrentar a realidade criticamente.

Tenho que aprender a não sofrer com tudo isso... Tenho que aprender que o universo de "verdades e mentiras" sustentam vidas inventadas que querem, ou acham mais cômodo, distanciarem-se das mazelas e complicações do mundo.

Apesar de sofrer com tudo isso, não vou mudar o meu jeito de SER e agir para fazer parte de um mundo que não é meu, para pertencer aos clãs da conveniência e hipocrisia.

SOU ASSIM... ACREDITO APESAR DE TUDO... FALO APESAR DAS CENSURAS SILENCIOSAS... BRINCO APESAR DOS MEDOS E CORRENTES... SOU COMO TANTOS QUE NÃO QUEREM PERDER A ESSÊNCIA DOS SENTIMENTOS....


Escrito por Érica Neiva às 17h55
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30/07/2008

Rabiscos perdidos...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/shadow-boy-kendrick.html

Quero perdidamente encontrar a minha salvação vazia...


Recrio-me constantemente.
É como se quisesse me riscar, apagar-me...
Reescrever nas minhas entranhas
Palavras que anestesiem o coração
E façam aquietar a alma.



Pergunto-me em que momento
Despertarei para minha outra vida...

Que vida seria capaz de camuflar

A imensa dor que trago comigo,
Que deixa o vazio como incógnita?

Quero ser menos egoísta

E sair um pouco de mim...

Esquecer-me é o mesmo

Que tentar curar-me...

O meu mal sorri,
Apenas quer se mostrar.


Escrito por Érica Neiva às 00h21
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23/06/2008

O grito das palavras


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/lone-mangrove_pod_image.html

Minha cabeça confusa e pesada deseja fazer uma descoberta milagrosa. Os olhos cansados e insones denunciam o desejo de percorrer um universo latente de emoções.

Os cacos e resquícios das histórias precisam ser ditos, escritos, expelidos de alguma forma...

 

Inquieto-me absorta no nada; detida em elucubrações... São lembranças fragmentadas, sentimentos partidos e esquecidos pelo tempo,  na iminência de vir à tona.

 

Talvez o medo de começar seja o maior problema. A ebulição de toda uma vida está prestes a ser lançada em palavras imprecisas e desconexas. E nesse descompasso entre a minha razão ilógica e o meu desejo premente, as coisas  confundem-se e a nebulosidade toma minhas idéias.
 

Não consigo tocar a falsa profundidade da minha alma...


Escrito por Érica Neiva às 12h08
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31/08/2007

Respostas ao longe...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=28&month=7&year=03

Hoje acordei com menos certezas do que nunca... Tomei um pouco do Sol que chegou, timidamente, e senti uma fisgada de dor ao pensar nas dúvidas impregnadas em mim... Não parei para refletir profundamente. Seria muito exigir isso agora. Somente fui tomada pela sensação do não-saber...

 

À deriva percorro estradas que não têm um destino exato... Olho o horizonte em busca de soluções... Fecho os olhos e deixo que o vento me conduza para alguma direção. Mas, ao abri-los, só tenho um horizonte que me lança questionamentos que não posso responder...

 

Meu olhar se perde, no final do dia, ao ver o Sol despedir-se sem nenhuma esperança que possa consolar-me...

 

Caminho mais um pouco e vejo surgir a primeira estrela... Seu brilho me faz lembrar de tantos outros astros que já admirei em diversos momentos. A luminosidade de hoje, porém, é turva e confusa... Não consegue me guiar a  lugar algum...

 

Chego em casa e, ao abrir o portão de entrada, sinto um dor um pouco mais latente...

A minha vida, neste instante, é um quebra-cabeça que não consigo montar. Não sei onde está o começo de tudo...

 

Sento-me e ponho a mão direita sobre o queixo, como se estivesse a contemplar o que se faz incompreensível...

 

Tudo mudou em volta...

 

Suspiro e tomo um copo com água... Olho para minhas mãos e percebo que elas não são mais tão jovens. Contudo, gosto de admirá-las num gesto que exprime a convicção de se ter apenas o próprio corpo.

 

A cabeça necessita de um travesseiro e os pensamentos desejam somente um sono tranqüilo...

 

Meus olhos cansados aos poucos se fecham... Posso enxergar o meu mundo de pernas para o ar cedendo espaço a uma nova vida que precisa nascer...


Escrito por Érica Neiva às 10h23
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03/08/2007

Agora só o silêncio importa...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=30&month=7&year=07

Os pensamentos amanheceram espalhados pelo chão. Todos soltos e desordenados a vagarem por um vazio repleto de angústia e medo... Assemelham-se a inúmeras folhas de papéis soltas levadas pelo vento. Saio correndo na tentativa de pegá-las uma a uma.  Meu passo traduz uma mistura de desespero, força e incertezas...

 

Quero correr, correr... Até que o meu corpo se canse e caia de exaustão. Até que o meu espírito se sinta vazio de tudo aquilo que o atormenta e os meus olhos se percam no lindo horizonte ao meu redor, trazendo um pouco de esperança e tranquilidade ao meu coração aprisionado à dor...

 

E, assim, quem sabe o meu universo se faça menos trôpego e estranho... As minhas dúvidas espalhadas pelo chão talvez se transformem em questionamentos mais leves e amenos...

 

Sempre quis acreditar que, à medida que o tempo passasse, povoar o mundo se tornaria mais simples pra mim... Isso não aconteceu...

 

Mas tenho a felicidade boba de saber que momentos de incertezas são sempre seguidos de uma espantosa calmaria. É quando o mar do nosso coração aquieta-se e é cercado apenas pela mudez de ondas...


Escrito por Érica Neiva às 10h54
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30/05/2007

Busco uma cura sem rosto...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=19&month=4&year=07

Não sei escrever uma história... Por vezes penso que isso traria a minha perseguida salvação...

 

PALAVRAS... Talvez essas fossem capazes de desvendar além das insanidades ou subterfúgios.

 

A escrita poderia vir como um redentor e tranqüilo sono. Há quanto tempo anseio por um descanso apaziguador que me traga apenas simples SONHOS... Sem pesadelos, labirintos, perseguições ou toda sorte de aflições e angústias...

 

Talvez seja muito pedir por um sono sereno. Talvez esteja a implorar por algo que nunca será meu... É um sonho quase impossível, senão fosse pelo forte desejo que tenho da paz tomar o meu espírito.

 

Luto contra um eu quase desfalecido que me tortura e procura na escrita um antídoto, quiçá um paliativo...

 

Apenas preciso de algo que me dê a esperança de uma vida emprestada. Mas, de nada adianta. Uma vida emprestada pode soar falso. Seria um fingimento, onde a mim caberia somente o papel de algoz.

 

Não suportaria o peso da culpa... Não iria tolerar olhares sobressaltados a me condenar...

 

Não posso purificar o sangue que corre em mim. Nem o nascer de novo permitiria me livrar dos fantasmas, vultos, rostos, expressões...

 

A minha cura é mais uma vez protelada. Torna-se indiferente e tardia...

 

Meus olhos apenas se fecham na leve esperança de contemplar um sono tranqüilo...


Escrito por Érica Neiva às 14h26
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