Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

Conflitos..Estranhas descobertas

28/07/2009

 
 

Tempo, Tempo... Tempo

 

Qual seria a face escolhida?
Que rosto representa melhor o sonho perdido, a vida passando além?
Tudo é apenas um telhado visto do último andar de um apartamento...
Telhas lavadas pela chuva, banhadas pelo sol, tocadas pelo vento, alcançadas pela poeira.

Nada é mais enigmático que o tempo...

O céu é apenas um consolo que aperta o peito e leva os pensamentos a lugar nenhum.

E a vida segue...

As esquinas se abrem e passo despercebida do mundo.

Sigo a ladeira de um tempo que não mais existe...

 


Escrito por Érica Neiva às 22h16
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29/10/2008

Coisas sem nexo...


http://environment.nationalgeographic.com/environment/photos/coral-reefs/gorgoniancoral.html

As curvas de um caminho...

Céu de matiz rósea e nuvens pesadas.

Às vezes as coisas podem ser mesmo contraditórias...

O instante de certezas é mudo

A vida segue sua própria trilha

Uma estrada de cores

Coração ofegante

Cabeça tonta

Olhos sonolentos...

Acordarei num dia quase novo

O olhar talvez não toque o Sol...

Deixemos o amanhã para depois...

Meus pensamentos não precisam ter significado algum.

As elucubrações dissolvem-se nos passos leves e insensatos.

Buscas?

Buscas

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Escrito por Érica Neiva às 23h07
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25/06/2008

Estrada de terra e sol


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/best-pod-exquisite-earth/sandstone-pedestal_pod_image.html

Transitar por uma página vazia...

Quero despejar palavras que libertem a minha cabeça insone da sensação de trilhar uma estrada vazia sob um sol escaldante e lindamente azul. O caminho está repleto de uma terra seca e fina. Meus olhos se perdem na profundidade de um horizonte inalcançável.

Lá estou eu apenas com a cabeça a reluzir na vã tentativa de captar a materialização de um inominável sentimento.

Prossigo paralisada pela inócua perplexidade de que os meus pés se entrelaçam nas rachaduras do chão. Nessa despretensiosa união, meu corpo é aos poucos sugada pela essência da natureza.

A mente mais calma avista um pôr de sol etéreo, como se a vida se transformasse numa Luz capaz de transpor espaço e tempo.


Escrito por Érica Neiva às 12h16
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02/11/2007

Leves pegadas do ontem...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/charter-seal-krakow.html

Há um tempo que não pode voltar...

 

Há histórias que ficaram atrás... É impossível revivê-las. Não dá mais para experimentar momentos que passaram...

 

Não se pode voltar...

 

Há a eterna dúvida de como seria a vida se tivéssemos experimentado histórias que foram interrompidas. Sabe... Nem sei se, de fato, foram interrompidas. Talvez tiveram os desdobramentos possíveis naquele instante...

 

Acho que, às vezes, o saudosismo nos invade e ficamos a procurar RESPOSTAS para o que não pôde continuar EXISTINDO. Isso causa uma fisgada de DOR. Um pedaço de sofrimento nos envolve e a vida fica com uma eterna interrogação.

 

Sei que amanhã, ao acordar, essas dúvidas tomarão outros caminhos... E minha VIDA seguirá os passos costumeiros.

 

Num dia indefinido, pode ser que a DOR volte a me fisgar. Mas, é impossível prever a cor, forma ou cheiro do SAUDOSISMO de um momento ainda inexistente.

 

Apenas sei que agora a curiosidade me invade. Posso vislumbrar infinitas possibilidades para uma HISTÓRIA. Mas, esta história há muito se foi...  Ficou apenas a vaga sensação de tentar escalar um muro escorregadio.

 

Vivi o ápice de instantes inesquecíveis, porém, aos poucos fui deslizando e, no final, a queda foi abrupta a ponto de me deixar sem chão; de sentir que o horizonte seria apenas uma distante lembrança...

 

No entanto... Os anos passaram... Escalei tantos outros muros e levei tantas outras quedas. Contudo estou suficientemente VIVA para SENTIR que o mundo é uma corda bamba” onde, às vezes, nos equilibramos; outras, agimos precipitadamente e, há ainda aquelas em que sentimos medo de prosseguir.

 

Apesar de tudo, a maioria de nós segue EM FRENTE. Caímos e nos levantamos, apesar das feridas e cicatrizes que marcam, sobretudo, NOSSA ALMA.

 

Talvez isso tudo nos faça SENTIR A VIDA como um lindo LABIRINTO, com coloridas flores a nos recepcionar...


Escrito por Érica Neiva às 16h15
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12/10/2007

Pingos de chuva... Dias que esperam...

 

http://www.montedospinheirinhos.com/diary/wp-content/uploads/2007/02/Chuva.jpg

Os dias têm sido quentes e secos. O céu daqui é acinzentado... Olho e não consigo distinguir as nuvens do azul profundo, que costuma compor o firmamento de outras terras. Fica tudo misturado...

 

O sol aparece como um elemento meio solto... Parece que faz parte do cenário por acaso, destoa tal qual um estrangeiro a observar desconhecidos rostos, olhares vacilantes que correm em busca...

 

Não consigo compreender porquê temos tanta pressa e repetimos essa ação continuamente; e o pior, vivemos toda uma existência dando passadas largas sem nos questionarmos, onde a estrada que trilhamos, irá nos levar...

 

Aqui caminho por ruas desconhecidas, avenidas largas, retas e imensas. Ando como se estivesse num sonho a tatear uma saída, uma porta que me leve para um lugar tranqüilo e me faça respirar aliviada...

 

Agora uma brisa levemente fresca entra pela janela. Escuto o barulho das folhas das árvores que, assim como eu, anseiam por uma tórrida chuva que nos banhem inteiramente. Uma chuva intensa que preencha cada lacuna de saudade e solidão...

 

Que os pingos tragam vida pra esse céu cinza... Que possam fazer o verde brotar e revitalizar tudo que está árido e seco.


Escrito por Érica Neiva às 19h33
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04/09/2007

Libertar a alma num vôo imprevisível...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=30&month=8&year=07

Mulher boba

Num incompreensível mundo.

Vida emprestada

Segue o compasso de um coração à corda.

 

Por ela passou um sonho...

Tenta juntar pedaços de antagônicas reminiscências

Colcha de retalhos.

Estranho universo cercado por diferentes pessoas.

 

Efêmera alegria

Afrontador medo

Inseparável e atroz solidão

Uma sanguinária companheira.

 

Inexpressivas reflexões em sonhos

Que seguem além do horizonte

Muito longe

Talvez num inalcançável planeta...

 

São ruínas

Destroços espalhados pelo chão

Um dormente quebra-cabeça

Doloroso deveras

Sem sentido...

 

Fim.

 

Libertar-se da limitada prisão

Da persistente tristeza.

Abrir asas e sair

Longe voar...

Sem relembrar o passado

Ou olhar para trás.

 

Esquecer-se do acoplado fantasma.

 

Um CAMINHO.

 

Uma OPÇÃO.

 

Um TEMPO.


Escrito por Érica Neiva às 10h05
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25/08/2007

Vários rostos... Inúmeras cores...

http://news.nationalgeographic.com/news/2006/08/060804-ice-cloud.html

O arco-íris apareceu numa ponta de céu... Meu olhar fitou-o de relance, surpreendido...

 

Pensei na minha vida involuntariamente... E tive a impressão de que o encantamento de instantes inusitados fizeram-se presentes em certos momentos...

 

Família, amigos, amores, desconhecidas existências... Rostos estranhos, suaves, meigos, taciturnos, levemente felizes ou possuidores de uma singela tristeza... Pessoas e coisas chegaram, partiram ou mesmo permaneceram.

 

Cada semblante traduz uma descabida sensação de que tenho várias VIDAS... Cada uma destas desperta ou adormece sem que eu perceba racionalmente.

 

Mas, há um tempo em que as vidas se misturam e não consigo distinguir os limites capazes de assegurar um pouco de sobriedade. Transformo-me no CAOS, na bagunça do reflexo de várias existências e o contraditório sentimento de ser despida de qualquer história...

 

Apenas sei que o arco-íris surge quando menos esperamos... Talvez compreenda que algumas pessoas precisam dizer adeus e outras necessitam ficar ao nosso lado somente enquanto queiram deixar-se estar...


Escrito por Érica Neiva às 14h52
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19/08/2007

Embriagada Vida

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=01&month=7&year=07

   Os olhos atravessam um errante deserto
   Perdendo-se na imensidão infinda da vida
   Onde as certezas naufragam
   E o incerto parece ser o mais harmônico.
   Chora-se perdendo a noção do porquê
   E naufraga-se numa sensação de loucura iminente.
   A vontade busca o nada,
   Apenas vislumbra um horizonte cinzento
   A cena de um coração angustiado
   Perplexo de dúvidas remotas,
   Afogado na insensatez permanente.
   Olha-se...
   Os questionamentos embriagam-me
   E me sinto submersa num pânico
   O pânico do não-ser.
   Os sentimentos misturam-se...
   Quero sair lá fora
   Sentir o vento no rosto
   Tendo a eterna sensação do não-viver.


Escrito por Érica Neiva às 12h40
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19/07/2007

As palavras conceberam o meu mundo...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=23&month=4&year=07

E quando me dei conta apenas percebi que havia nascido. Tinha desabrochado para um mundo que nem sempre é justo, igualitário ou acolhedor. O meu olhar apontava para eu mesma a questionar sobre a contribuição que poderia oferecer a este mundo que me concedera a vida.

Então, parei e pensei sobre as qualidades e defeitos que possuía. De tudo isto, certamente, existia algo que pudesse colaborar com o universo de maneira positiva.

Em meio a questionamentos e reflexões, os pensamentos fervilhavam. Inquietavam-me de tal sorte que minha cabeça parecia desejar romper do corpo, numa sensação profunda de dúvidas que necessitavam ser expressas. Elas precisavam vir à tona para que a existência se tornasse mais leve e serena.

Assim, num misto de racionalidade e emoção, sentei-me na escrivaninha sobre a qual pousava uma folha de papel em branco. Toquei aquele papel como se fosse a jóia mais rara de todas, um bem de valor inestimável. Apanhei o lápis e, involuntariamente, pus-me a escrever. As palavras eram despejadas com força e vigor.

A palavra... A partir daí, sentira que esta seria minha inseparável companheira; o meu instrumento para conceber o mundo.                             


Escrito por Érica Neiva às 22h47
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12/07/2007

Somente E S T A M I R A...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=22&month=9&year=03

Chama-se ESTAMIRA o rosto anônimo que vi. De acordo com o diagnóstico médico, ela ultrapassara o limiar da sanidade sendo, assim, considerada esquizofrênica. Esta mulher, na faixa etária do 60 anos, é personagem de um documentário ganhador de diversos prêmios, dirigido por Marcos Prado.

 

Se olharmos ESTAMIRA, num primeiro momento, depois de alguns segundos diremos convictamente, Ela é insana. Diante deste impulso talvez desligaríamos o filme e afirmaríamos para nós mesmos, Que roteiro descabido e sem nexo. A nossa atitude preconceituosa, certamente, anularia a oportunidade de sabermos o significado de SER ESTAMIRA.

 

Se o nosso OLHAR tentasse ver ESTAMIRA, além da sua aparência exterior e da sua possível loucura, seguramente, ficaríamos espantados, deveras boquiabertos com a linguagem comunicada pelos sentidos que seu corpo emana. Se nos despirmos do nosso pré-conceito e discriminação, veremos um ser humano que consegue superar rótulos e quer SER APENAS ELE MESMO.

 

ESTAMIRA fala tudo que vem à cabeça. Palavras soltas e sem nexo, entretanto, revelam uma estranha sabedoria. É como se o seu suposto estado de transe nos contagiasse e pudéssemos SENTIR A VIDA além do que o nosso meio social e cultural nos possibilita visualizar.

 

Por trás da esquizofrenia de ESTAMIRA nos permitimos compreender a história de uma vida que, como tantas outras, foi constituída de acontecimentos traumáticos, momentos tão insuportáveis que nos interrogamos sobre a resistência do ser humano a todos aqueles instantes de agonia, impotência e ódio.

 

ESTAMIRA sobreviveu às piores provas pelas quais uma pessoa pode passar. Porém, ficaram marcas em sua alma que o tempo não conseguiu dissolver; lembranças que o coração teima em não esquecer...

 

Uma vida povoada de sonhos e esperanças, muitas vezes, não consegue se curar de males que feriram profundamente o seu íntimo. E ESTAMIRA o tempo todo dá sinais de que as perturbações originadas de traumas pretéritos estão sempre presentes nos seus pensamentos e atitudes...

 

Todavia, não apenas de feridas é composta a vida da protagonista. Há uma sabedoria audaz que, em certos momentos, sentimos estar em contato com um ser dotado de discernimento e bom senso. ESTAMIRA percorre CAMINHOS extremos do espírito humano.

 

Em determinadas cenas, a sua lucidez chega-nos a assustar, dando-nos a sensação de que apenas os indivíduos considerados LOUCOS conseguem chegar a um ESTADO PURO DE CONSCIÊNCIA DAS COISAS. Apenas os LOUCOS se permitem desnudar-se de todo moralismo, assumindo-se verdadeiramente como SÃO. Mostrando que o aparente equilíbrio das pessoas dotadas de SANIDADE pode ser uma forma de esconder seus segredos mais doentios e obscuros.

 

Afinal, quem irá contradizer a possibilidade da LOUCURA ser a maior expressão de LUCIDEZ? Quem formulará conceitos tão absolutos garantidores de que a vida não possa ser a MISTURA DE TODAS AS COISAS?

 

Obs: Site oficial do documentário: http://www.estamira.com.br/.


Escrito por Érica Neiva às 12h24
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13/06/2007

O sonho esvai-se numa inexistente descoberta...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=06&month=6&year=07

O dia hoje está frio... Um frio contido na falta de coordenação dos meus pensamentos. Sinto um sono... Não sei se causado pelo chá de maracujá que tomei ou uma forma de fechar os olhos para aquietar os trôpegos pensamentos que parecem borboletear sem uma direção ou sentido exatos.

Pensamentos que surgem como uma leve lembrança do desconhecido sonho da noite anterior... Às vezes os meus sonhos parecem possuir uma vida própria. Ao acordar, sinto que desejam se prolongar, tentando alcançar com seus longos tentáculos o dia que nasce.

Outras vezes, não me recordo com precisão dos sonhos vivenciados. É como se me transmitissem inomináveis sentimentos, um tanto indescritíveis... Sou acometida por uma mistura de sonolência e tranqüilidade. Uma estranha paz toma-me aos poucos, deixando o meu coração suscetível a uma serenidade boa. Assim estou agora...

Preenche-me um êxtase de certezas não ditas, de afirmações não contadas... Quero apenas falar do não-acontecimento, do inacabado, de algo que nunca virá a SER...

É um vazio que se completa por não ser alegre, triste, indiferente ou eufórico. É o vazio de um olhar que se compadece; por ser despretensioso paira além de aparentes verdades... Vive consciente da sua pequenez e miséria.

Mas agora nada disso importa...

Revelações e descobertas deixam-se entrelaçar pelo não-ensinamento...

O NÃO-SER segue ao ritmo de uma canção inusitada, quase perplexa... Quase inexistente.


Escrito por Érica Neiva às 16h41
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25/05/2007

LABIRINTO... Ocultas respostas

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=07&month=5&year=07

A vida passa por uma invisível parede; um inexistente buraco que toca uma passagem presente nos meus sonhos... Labirintos onde me perco; onde espero encontrar um antídoto salvador... Uma cura milagrosa...

 

Busco respostas que talvez não surjam jamais... O labirinto no qual me encontro é enorme, confuso e perturbador... Tento vencer um medo ensurdecedor. Ultrapasso obstáculos muito íntimos, intensamente profundos e interrogadores...

 

Às vezes, minhas emoções vêm como uma leve brisa, uma sobriedade quase insana... Surpreendente sentir-me tão lúcida, tão imensamente centrada no NADA... Uma sensação pacífico-nostálgica... Quase uma mistura de serenidade e histeria...

 

Quase uma garantia de que as tempestades chegarão ao fim, de que as ventanias cessarão e, de repente, uma satisfação quase boba poderá invadir-me; poderá falar por meio da minha boca mudo-presunçosa...

 

A vida escolhe caminhos que estão além de compreensões... Ultrapassam os nossos pseudodesejos...

 

Vivo num labirinto quase feliz.


Escrito por Érica Neiva às 10h56
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09/05/2007

Um estranho Universo surge em mim...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=17&month=4&year=07

O lápis percorre um desconhecido Universo... Um Mundo que descobri há pouco. Desde então, Ele grita-me constantemente; seu chamado é quase um imperativo, uma maneira de dizer que uma nova existência surge em mim.

 

Uma vida, antes inimaginável, clama e chama-me na janela. Convida-me a passeios, trilhas, caminhadas... E mostra-me que o meu pensamento mais profundo não vem à tona como algo exatamente compreensível. Não chega como uma coisa lógica ou palpável. Manifesta-se como um lúdico e inesperado visitante...

 

Um visitante intrínseco em mim. Tão profundamente misturado às minhas mais íntimas emoções, que me causa um certo medo. Um torpor me invade e é despejado num papel ou numa tela.

 

Este inominável sentimento quer sair, pairar além da minha alma recôndita e discreta... Vir à tona depois de uma cansativa e tumultuada viagem...

 

Chega, lentamente, mas, às vezes é brusco e voluntarioso... É um pássaro; um infinito mar... Um errante e incompreensível mistério... Vai além do que se considera moderação ou sanidade...

 

Percorre uma vida que se revela aos poucos, distante de opressoras verdades e sufocantes regras... Quer apenas deixar-se

... SER...

SENTIR...


Escrito por Érica Neiva às 13h30
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02/05/2007

Um céu revelador de díspares lembranças...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=22&month=4&year=07

Uma noite alta... O vento constante não consegue apagar o brilho de estrelas que povoam um mutável céu... Ora límpido, ora turvo, ora consolador dos problemas da alma...

 

Um céu que diz tantas coisas; faz-nos sentir emoções desconhecidas, antagônicas, díspares... É como se toda a nossa vida, neste momento, pudesse ser vista no firmamento. É como se a mais longínqua estrela estivesse a exibir um filme com as nossas pretéritas histórias... Mostrando-nos fatos há muito esquecidos... Pedaços de vida que julgávamos enterrados... Situações das quais não queríamos jamais lembrar.

 

As recordações atravessam nosso peito com tal intensidade que o filme visto parece vivo o bastante para nos provocar DORES, ALEGRIAS, TRISTEZAS, CULPAS, PRAZERES... Os lampejos autobiográficos deixam a mente cansada e reflexiva...

 

A vida se refaz a cada cena exibida; a cada sorriso contagiante; a cada desalentadora tristeza... É como se a minha vida se desprendesse de mim; como se ela adquirisse um novo coração; como se lhe fossem dadas pernas, braços, cabeça, enfim, como se uma alma inédita transmitisse vitalidade a um outro corpo...

 

Assim duas vidas fundem-se em apenas uma – Uma, da qual estou impregnada, da qual não consigo me libertar. Outra, idealizada e amadurecida nos sonhos... Esta última quer deixar transparecer que os limites são impostos por nós mesmos; que a magia e dinâmica do Universo ultrapassam os nossos mundos particulares... Que o AMOR e a TOLERÂNCIA superam as diferenças econômicas, culturais, sociais, religiosas, políticas...

 

Além de tudo isso, a vida sorri sorrateiramente, sem muitas pretensões ou certezas. Apenas uma leve lembrança de que não somos bons ou maus... Somos seres dotados de um vazio que talvez jamais se preencha...


Escrito por Érica Neiva às 08h22
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