Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

Quero ser apenas SOL

22/08/2008

Olhos buscam raios de SOL...


http://science.nationalgeographic.com/science/photos/desert-plant/planttumbleweed.html

Os dias, às vezes, aparecem assim:

Sem nome, sigla ou endereço...

 

Olhamos pra trás e está o Sol a nos tocar

Na esperança de esvair o frio

Que impregna o coração.

 

Nestes momentos, qualquer pergunta parece vã

Qualquer tentativa de racionalizar conjecturas e devaneios

É uma afronta ao deixar-se SER sem perspectiva alguma,

Ao sentir o SOL como presente inquestionável

Sem cobranças ou lamentos.

 

E assim um novo dia já bateu à porta...

A paisagem seca, o céu de um azul silencioso...

Os carros passam ao longe.

Fica a impressão de que o tempo é implacável

E a saudade é uma dor com a qual temos que conviver.

 

Meus fragmentados pensamentos passeiam

E tentam buscar pedaços das minhas origens dissolvidas

Por estradas, avenidas e horizontes...

 

Talvez apenas o CÉU seja meu companheiro constante e fiel.


Escrito por Érica Neiva às 01h09
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22/08/2007

Sou camaleônica...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=11&month=2&year=05

Vi o meu sorriso bobo

Refletido num preguiçoso sol de inverno.

Tentei impregnar-me

Com os poucos raios que pude alcançar.

 

O brilho da estrela era tímido

Mas atraía os meus passos saltitantes.

O meu olhar em direção ao horizonte

Brincava com o céu que se fazia pleno.

 

Imaginei que a plenitude podia ser

O sol e o céu acolhendo-me

Com um meigo e doce sorriso.

Um dia queria ser SOLCÉU a serenizar

Olhares que procuram por um pouco de paz...

 

A vida naquele instante pareceu-me leve

Como se a tristeza jamais tivesse surgido em outro tempo...

 

Uma parte de mim nascia

Orquestrada por sons ofertados pela natureza.

 

Eu não era boa ou má...

Apenas era uma mulher que desejava eternizar

Um dia de inverno...


Escrito por Érica Neiva às 17h48
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10/08/2007

O momento fez-se simples e levemente feliz...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=05&month=8&year=07

Hoje o dia foi um pouco diferente. Diria que talvez extremamente peculiar. Não houve motivo aparente ou fato relevante para que isso acontecesse...

 

Independente de causas ou motivações, o importante é que fui agraciada com um dia levemente doce, com instantes respingados de um sutil colorido, um sol timidamente risonho e um início de noite salpicado com o brilho feliz-melancólico de pacíficas estrelas...

 

Nossa... Senti-me plenamente presenteada pelos simples e tenros sentimentos, que a vida sob uma aparente não-pretensão, decidiu me conceder... É aquela sensação de não se esperar por algo que, de repente, faz-se...

 

Mas tudo veio de maneira espontânea, meio swingada; mergulhada numa gostosa malemolência. O sorriso surgiu tal qual uma suave brisa, que vai chegando a passos lentos, e toca-nos sob a melodia de um sorrateiro desejo...

 

E, assim, o dia cedeu lugar a um delicioso anoitecer...

 

O meu agora se faz despretensioso, orquestrado por uma meiga canção...

 

Somente sou tocada por uma leve sensibilidade intuitiva,  que sinaliza não ser necessário compreender a vida, para que ela realize os seus surpreendentes e singelos milagres...


Escrito por Érica Neiva às 19h36
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03/07/2007

                    A ESPERANÇA quase tocou-me...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=05&month=5&year=07

Estava hoje acessando o computador e, de repente, com passos leves, quase faceiros, pousa sobre a tela uma ESPERANÇA. Não sei se os que me lêem compreendem sobre o quê estou falando.

 

Divago sobre a ESPERANÇA-inseto. Um bichinho verde que, pelo menos no Estado onde moro, é sinônimo de sorte, de coisas boas que estarão por vir.

 

Nossa! Como fiquei feliz ao vê-la... Mas, não foi um contentamento efusivo ou contagiante. Foi apenas um contentamento coberto de leveza, de uma tranquilidade mansa que reflete sobre as coisas sem precisar nelas adentrar. Uma emoção que não deve ser proclamada aos quatros cantos. Ela somente arrisca um longínquo pensamento sobre vidas que poderão vir a ser.

 

A ESPERANÇA que me visitou à noite era um(a) filhote. Confesso que, até aquele momento, não avistara bichinho tão jovem.

 

Quanto à simbologia que ela representa prefiro acreditar no que reza a lenda, ou seja, que trará bons ventos, fluídos positivos, desejos realizados...

 

Não sei o motivo da ESPERANÇA ter surgido, especificamente, para mim. No entanto, entendo que a vida é composta de fases diversas. Há dias de Luz, outros de Escuridão, alguns onde vivenciamos uma estranha Paz e ainda aqueles em que o sentimento de Tristeza se faz visível em nossa face.

 

Além de qualquer divagação ou conjectura, o importante é que a ESPERANÇA surgiu. Veio sorrateiramente, de forma tímida, porém, chegou muito próximo(a). Talvez se tivesse chegado a me tocar o ritual perderia toda sua magia e significado.

 

O verde singelo e doce da ESPERANÇA adormeceu os meus sentidos e levou-me a fechar os olhos na esperança de vivenciar um amanhã mais sereno e tranqüilo.


Escrito por Érica Neiva às 09h31
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20/06/2007

                              No balançar de um leve vento...

                          

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=16&month=1&year=02

A minha estranhes trouxe uma tranquilidade boa, uma felicidade amena... Daquelas que não têm um motivo lógico para nascer; não encontra uma razão exata para se refletir. Apenas sentir-se...

 

Somente deixar-se levar como se estivesse num balanço que vai e vem, orquestrado por um pacífico vento que sacode levemente as folhas das árvores. Um vento macio, quase degustável... Que parece também emanar do meu próprio corpo.

 

Sim! O vento atravessa meus poros e deixa-se conduzir pela simples função de tocar a natureza no seu entorno. E ser igualmente atingido pelo leve tilintar das folhas caídas no chão...

 

O meu vento é tranqüilo e, aos poucos, desloca-se para diferentes horizontes. Deseja o contato com outras árvores, com outra terra... Alcançará rostos jamais vistos, olhos nunca dantes observados...

 

E esse balançar me conduz tão naturalmente que a minha estranhes se torna quase familiar e adormece lentamente embalada por uma música longínqua. Um som doce inebria o meu espírito, deixando-o leve e desligado de qualquer problema ou preocupação.

 

É bom sentir que tenho várias almas. Uma serena, outra melancólica, uma quase feliz e outra INDEFINIDA... Talvez seja apenas um ser mutante, camaleônico... Talvez queria apenas experimentar a vida tão profundamente a ponto de cair absorta na sua singela simplicidade. Deixar-me guiar por um libertário balançar que pouco a pouco deixa o chão na tentativa de tocar lindas nuvens...


Escrito por Érica Neiva às 19h10
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18/05/2007

Um MILAGRE para acalentar nossos corações...

http://lava.nationalgeographic.com/cgi-bin/pod/PhotoOfTheDay.cgi?day=08&month=2&year=06

Um MILAGRE...

No fundo, acho que a maioria de nós, seres humanos, busca um Milagre...

Queremos um Milagre nas nossas vidas diárias... Que afaste de nós a tão voraz e intensa violência... Que nos traga de volta a crença na humanidade. Fazendo reluzir em nossas faces o brilho de uma inocência ofuscada pela maldade, egoísmo e intolerância que tomam nossos corações.

 

Desejamos um MILAGRE salvador de nações que sofrem pela guerra, fome, pobreza extrema, desigualdades sociais...

 

Um Milagre que possa redimir nações ricas, autoridades poderosas, uma sociedade consumista ao extremo, onde a banalização da violência e a coisificação do ser humano tornaram-se práticas rotineiras; elementos presentes no nosso cotidiano.

 

Um Milagre que nos permita caminhar livremente em dias de sol e em noites de lua cheia... Queremos ser banhados pelas estrelas numa noite alta...

 

O Milagre da certeza de voltarmos vivos para o nosso lar, depois de um longo e exausto dia de trabalho...

 

Queremos um Milagre que nos faça enxergar a nossa vida e a do nosso próximo como um bem infinitamente valoroso... Como uma dádiva concedida por uma Força Suprema. Uma vida que se aperfeiçoe e evolua a cada dia.

 

Clamamos por um MILAGRE que nos dê as asas de uma gaivota; o desprendimento de um peregrino; o amor de uma mãe que sabe que o filho foi feito para a vida, para um Universo onde escreverá a sua própria história.


Escrito por Érica Neiva às 17h27
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