Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

Um coração quase tranquilo

06/12/2009

 
 

O som de um pensamento feliz...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/guagueyvo-girl-pod.html

O lenço colorido é quase uma oração na forma de música dançante e leve... Os pensamentos talvez sejam a essência da vida, tal qual “tijolos” constroem abrigos, estradas levam aos destinos mais recônditos e surpreendentes, assim os pensamentos nos conduzem aos céus, mares, sóis e terras que escolhemos...

Ultimamente quando algum sentimento triste ou negativo chega, sinto-o e tento transformá-lo numa imagem de luz, num pedaço de vida que me trará a paz que preciso para cada dia.

As coisas simples me dão forças para seguir... Ao fazer minhas caminhadas no fim de tarde, busco no percurso pequenos sinais de felicidade. Há dias que os encontro e outros, não... Em certos momentos, olho o céu pelo verde profundo das árvores e sinto vontade de me “dissolver” no ar, transformando-me no vento que vai tocar os rostos das pessoas que amo...

Outros dias quero ser o asfalto das ruas, o “cimento” do caos, o barulho do problema que nunca será resolvido, a dissonância mais perfeita na sua imperfeição... Quero ser o caminho que leva a lugar algum...

Existem as tardes em que desejo não existir, passar pelas pessoas despercebida, procurando o grito que traga um segundo de salvação.

Outras vezes desejo entrar nas casas, tomar uma vida emprestada, sentar-me na mesa da cozinha e sentir o gosto do café que toca a boca que não é minha.

E na última hora vejo os olhos de uma criança que enxerga a vida com seu sorriso. Penso que meu filho virá com a serenidade e o equilíbrio que me visitam em lampejos, mas encontro morada nos meus olhos tristes, perplexos e esperançosos.


Escrito por Érica Neiva às 22h14
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17/11/2009

 
 

Doces e familiares SONHOS...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photos/life-color-green/green-bicycle-guariglia.html

Gosto de comer Sonhos... Tiro um pouco do açúcar da sua superfície e saboreio a imagem de uma infância, no interior da Bahia, há mais de 20 anos...

Lá na minha cidade chamávamos uma pequena mercearia de “venda”. Assim dizia-se:

- Menina, vá comprar pães e sonhos para o café na “venda” da esquina.

Calçava as sandálias e ia buscar os maravilhosos Sonhos. Sonhos simples sem nenhuma sofisticação, além da massa frita passada no açúcar. Naquela época não tirava o excesso de açúcar (rsrsrs...), muito pelo contrário, quanto mais doce mais adorava saboreá-lo.

O primeiro dono da venda era conhecido com “Seu Nilo”, um senhor baixinho, calvo, muito solícito e amável. Após sua morte, um rapaz mais jovem chamado Miguel assumiu o negócio. Ainda continuei por um bom tempo comprando Sonhos naquele lugar.

Hoje Miguel tem um supermercado de porte médio na mesma cidade e eu não mais vivo lá...

A “vendinha” do Sr. Nilo não mais existe e não mais perambulo pelas saudosas ruas da minha infância e adolescência, exceto em SONHOS, pensamentos e devaneios...


Escrito por Érica Neiva às 23h19
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15/11/2009

 
 

UM OLHAR SEMPRE PRESENTE...

Sempre adorei olhar por cima dos telhados... Buscar uma vida que está além de mim.

Quando era criança ficava por longos períodos, deitada no chão da sala da minha casa, perseguindo  vestígios de horizontes deixados pelo Céu...

Hoje o tempo passou, mas ainda adoro ver o Céu de várias formas - por cima das portas e janelas, na sua amplitude a se perder de vista, na sua claridade e escuridão, na sua forma de oferecer e recolher as vidas que passeiam pelo planeta...

O Céu é uma divindade que me faz sentir o BEM e o MAL... Sou um pouco de cada uma dessas forças. Sou a imperfeição buscando uma perfeição que nunca vem. Sou uma essência a refletir minha incompletude.

Na verdade, sempre quis ser uma nuvem que povoa o Céu ousando ser LIVRE, voando pelos espaços despretensiosa e vazia... Vazia-Cheia de Amor e Dor... Suspiro pela incompreensão que me faz sentir plena, caótica, absorta...

- Céu! Anseio por você a toda instante que ouço a respiração e coração dizendo que a vida é uma grande brincadeira e uma louca tragédia...

SIGO RASTROS DE NUVENS... OLHO-ME NO AZUL QUE SE PERDE...


Escrito por Érica Neiva às 19h06
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06/11/2008

Enquanto o vento chega levemente...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/burmese-boy-bathing.html

Quero sair por aí nesta madrugada nublada, chuvosa e vazia... Quero saber o que se faz com um sentimento tão intenso e profundo.

Como situações corriqueiras podem ser tão densas que parecem não caber em si mesmas! Como ainda quero viver centenas de anos para sentir que tudo pode ser tão simples, que o nosso coração pode vislumbrar histórias possíveis.
 

Tudo está tão próximo e parece tão encantador que tenho a sensação de que, a qualquer momento, perderei todos os sentidos e exalarei apenas pequenas fagulhas da luz que realmente necessita existir.

Contenho-me num infinito que segue o vento a tomar a face mais remota e inesperada. As folhas murmuram por um tempo que sorri sem muitas certezas ou pretensões.

 

Quero apenas seguir sem pensar... Acreditar que a emoção imperfeita pode me visitar por um ínfimo segundo.

 


Escrito por Érica Neiva às 01h01
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24/10/2007

Vida se mostra aos poucos...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/tenere-desert-paraglider.html

Hoje acordei com uma saudade libertadora,

Uma saudade que surge ao longe...

É translúcida, mágica, multicor...

 

Quero seguir a luminosidade preguiçosa que

Aos poucos, ultrapassa a janela.

 

Quero olhar para um céu límpido

Sem compromisso com profundas reflexões

Ou pensamentos maduros.

 

Hoje apenas a leveza me basta.

Desejo apenas avistar o meu olhar despretensioso

No espelho,

Sentir a maciez da minha pele a indicar-me

Caminhos possíveis,

Estradas repletas de LUZ e PAZ.

 

Hoje o meu passo é leve,

Não tenho pressa de chegar...

Apenas pegadas quase transparentes

Que se dissolvem

Ao toque da brisa lentamente singela...

 

NADA É TÃO URGENTE

 

Vivo e sinto um coração rarefeito,

Sentimentos tranqüilos e serenos...

 

A vida trouxe alguns presentes

E a cada dia sou agraciada com singelas surpresas.

Palavras me cantam,

Olhares me recebem,

Mãos oferecem...

 

E VIVO...

 

Não tenho muitas ilusões...

Apenas sou tocada pela profundidade

Das pequenas coisas,

Dos tímidos sorrisos,

Das faces sonolentas,

Das experiências quase infantis...

 

VIVO...

 

Futuro incerto.

Fagulhas de amor

Sopram perto

Chegam e talvez decidam ficar.

Prossigo levemente...

Sorrio dos meus devaneios

Das minhas pequenas bobagens

Das minhas histórias trágico-cômicas...

 

Continuo...

 

Chego a uma estranha terra...

Começo a encantar-me com o que desconheço,

Com o que nunca sonhei viver...

 

Meu sorriso bobo corre estradas

Quero apenas deixar-me SER...

 

Não tenho muitas coisas,

Além das minhas palavras

E da capacidade de, às vezes,

Apaixonar-me pelo mundo.

 

Como disse outrora

SOU camaleônica.

 

Apenas quero o silêncio da música

Que me faz sair de órbita.

 

VIDA...

... VIDA

... VIDA...


Escrito por Érica Neiva às 18h17
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