Humanos devaneios - UOL Blog
Humanos devaneios

Um coração quase tranquilo

06/11/2008

Enquanto o vento chega levemente...


http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/burmese-boy-bathing.html

Quero sair por aí nesta madrugada nublada, chuvosa e vazia... Quero saber o que se faz com um sentimento tão intenso e profundo.

Como situações corriqueiras podem ser tão densas que parecem não caber em si mesmas! Como ainda quero viver centenas de anos para sentir que tudo pode ser tão simples, que o nosso coração pode vislumbrar histórias possíveis.
 

Tudo está tão próximo e parece tão encantador que tenho a sensação de que, a qualquer momento, perderei todos os sentidos e exalarei apenas pequenas fagulhas da luz que realmente necessita existir.

Contenho-me num infinito que segue o vento a tomar a face mais remota e inesperada. As folhas murmuram por um tempo que sorri sem muitas certezas ou pretensões.

 

Quero apenas seguir sem pensar... Acreditar que a emoção imperfeita pode me visitar por um ínfimo segundo.

 


Escrito por Érica Neiva às 01h01
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24/10/2007

Vida se mostra aos poucos...

http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day/tenere-desert-paraglider.html

Hoje acordei com uma saudade libertadora,

Uma saudade que surge ao longe...

É translúcida, mágica, multicor...

 

Quero seguir a luminosidade preguiçosa que

Aos poucos, ultrapassa a janela.

 

Quero olhar para um céu límpido

Sem compromisso com profundas reflexões

Ou pensamentos maduros.

 

Hoje apenas a leveza me basta.

Desejo apenas avistar o meu olhar despretensioso

No espelho,

Sentir a maciez da minha pele a indicar-me

Caminhos possíveis,

Estradas repletas de LUZ e PAZ.

 

Hoje o meu passo é leve,

Não tenho pressa de chegar...

Apenas pegadas quase transparentes

Que se dissolvem

Ao toque da brisa lentamente singela...

 

NADA É TÃO URGENTE

 

Vivo e sinto um coração rarefeito,

Sentimentos tranqüilos e serenos...

 

A vida trouxe alguns presentes

E a cada dia sou agraciada com singelas surpresas.

Palavras me cantam,

Olhares me recebem,

Mãos oferecem...

 

E VIVO...

 

Não tenho muitas ilusões...

Apenas sou tocada pela profundidade

Das pequenas coisas,

Dos tímidos sorrisos,

Das faces sonolentas,

Das experiências quase infantis...

 

VIVO...

 

Futuro incerto.

Fagulhas de amor

Sopram perto

Chegam e talvez decidam ficar.

Prossigo levemente...

Sorrio dos meus devaneios

Das minhas pequenas bobagens

Das minhas histórias trágico-cômicas...

 

Continuo...

 

Chego a uma estranha terra...

Começo a encantar-me com o que desconheço,

Com o que nunca sonhei viver...

 

Meu sorriso bobo corre estradas

Quero apenas deixar-me SER...

 

Não tenho muitas coisas,

Além das minhas palavras

E da capacidade de, às vezes,

Apaixonar-me pelo mundo.

 

Como disse outrora

SOU camaleônica.

 

Apenas quero o silêncio da música

Que me faz sair de órbita.

 

VIDA...

... VIDA

... VIDA...


Escrito por Érica Neiva às 18h17
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