Restam-me as MARCAS...

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Outro dia estava na dermatologista e havia duas senhoras na minha frente conversando. Como quem nada queria, acabei prestando atenção no diálogo por alguns motivos. Elas falavam sobre plásticas no rosto, botox, e outras técnicas modernas de tratamentos que possibilitam retirar ou diminuir as MARCAS da face.
Sabe... Não tenho nada contra tratamentos estéticos, desde que a pessoa realmente queira aquilo de verdade, com o objetivo de satisfazer a si mesma. Infelizmente, muitas estão PRESAS às convenções sociais e indústria do consumo que “endeusam” e propagam a juventude do corpo acima de tudo.
O que me deixou intrigada foi ouvir e refletir posteriormente sobre a expressão “RETIRAR AS MARCAS”. Embora eu tenha 31 anos e não tenha atingido a essência da maturidade trazida pelo tempo, fiquei um pouco perplexa e desapontada...
Quando falamos em MARCAS, lembramos de fatos, momentos e histórias MARCANTES. Claro que não são apenas recordações positivas, uma vez que a vida é uma COLCHA DE RETALHOS e nela diferentes coisas podem acontecer contribuindo para nosso crescimento, mesmo que o amadurecimento seja por meio da DOR.
Achei estranho o fato de aquelas senhoras quererem retirar suas MARCAS por meio de cirurgias estéticas. É como se estivessem retirando também parte dos momentos que MARCARAM suas vidas. Obviamente sei que este é um procedimento externo e que o interior daquelas mulheres pode continuar INTACTO mesmo após 50 cirurgias. Mas me chocou o fato de ser tão natural e comum tornar PSEUDO-INVISÍVEIS AS MARCAS QUE O CORAÇÃO NUNCA ESCONDERÁ, MESMO QUE TENTEMOS CAMUFLÁ-LAS...

Escrito por Érica Neiva às 23h16













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